Estado crítico na BR e na cidade
Imagem editada/Gontran Neto
Rapidinhas com UrtigaDoJuruá
Neto Gontran, janeiro 31, sábado 2026
ESTADO
CRÍTICO
Que a BR-364, no trecho entre Cruzeiro do Sul e Rio Branco, chegou a um estado
crítico, é fato consumado. A diferença é que, na rodovia, existe uma garantia
para recuperação. Enquanto isso, dentro do perímetro urbano, a inércia impera.
Qual é a previsão, ou melhor, a desculpa da vez, para que a Prefeitura de
Cruzeiro do Sul tape as crateras de uma cidade que hoje mais parece um queijo
suíço?
A TRAVE NO PRÓPRIO OLHO
Causa náuseas a postura de certas figuras do nosso mundo político, verdadeiros
"fiscais de ocasião", que adoram gravar vídeos sensacionalistas sobre
a BR-364. Curiosamente, esses mesmos políticos sofrem de uma cegueira seletiva
conveniente quando o assunto é o caos nas ruas de Cruzeiro do Sul e Rio Branco.
ISSO TEM NOME
Incompetência de gestão maquiada de preocupação pública. A hipocrisia é
gritante e a lição bíblica nunca foi tão atual: estão tão ocupados apontando o
cisco no olho alheio que ignoram a viga da má gestão que cega o próprio
mandato.
INTRAFEGÁVEL E IMPIEDOSO
A hipocrisia ganha contornos de crueldade quando o foco se volta para os
ramais. Se na cidade a situação é ruim, para o produtor familiar a realidade é
o isolamento absoluto. Nesta época invernosa, o homem do campo não está apenas
atolado no barro; está atolado na falta de vergonha das políticas públicas,
ou da ausência delas, tanto do Estado quanto do Município.
CAMINHO SEM SAÍDA
No verão, gestores aparecem como salvadores, vendendo a ilusão de obras
"definitivas" e de qualidade. Chega o inverno, a chuva lava a
maquiagem malfeita, e o produtor sobra na lama, ilhado e enganado mais uma vez.
QUEM NÃO TEM CÃO, CAÇA COM... BARRO?
A velha máxima de "caçar com gato" foi redefinida com sucesso, e
muita vergonha alheia. Um vídeo que circula nas redes sociais revela a mais
nova tecnologia de ponta da Prefeitura de Cruzeiro do Sul: a operação
tapa-buracos feita com uma mistura revolucionária de barro e restos de
concreto. É a institucionalização da gambiarra pública.
“ENGENHARIA MODERNA”
Na falta de asfalto (ou de planejamento), apela-se para a lama. O resultado
dessa "engenharia moderna" sob as chuvas torrenciais do nosso inverno
dispensa videntes: a mistura vai virar um mingau de dinheiro público escorrendo
pela sarjeta. Uma verdadeira obra-prima do desperdício.
ATÉ A TAMPA
O Rio Juruá não dá trégua. A cota de transbordamento de 13 metros ficou para
trás e o rio amanheceu marcando preocupantes 13,20m. a situação é
crítica. Com a cidade esburacada, os ramais intrafegáveis e o rio subindo,
estamos, literalmente e administrativamente, com a água no pescoço.
PREGO BATIDO
O noticiário político acreano deste sábado confirma a aliança entre o PP de
Gladson Cameli e o MDB de Vagner Sales para as eleições de 2026. Depois de um
bom tempo para tomar a decisão, o governador bate o martelo e fecha com quem
outrora foi adversário. Essa situação evoca uma passagem bíblica: “colher onde
não plantou e junta onde não semeou.”.
UMA DÚVIDA NO AR
Paira uma dúvida no ar, ou melhor, na formação da chapa para as duas vagas ao
Senado. A questão envolve a possível federação entre PP e UB ("União
Progressista"). O deputado federal Eduardo Veloso (UB), que já faz parte
dessa união, pleiteia disputar o Senado com o apoio de Gladson e Mailza.
PONTA VIRADA
Considerando que a primeira vaga, justiça permitindo, seria do próprio
Gladson Cameli, como Jéssica Sales teria espaço e apoio para competir?
Portanto, a “ponta do prego” só será virada depois que se resolver este
imbróglio.
E A MILITÂNCIA EMEDEBISTA
Há um ditado popular que diz: “manda quem pode, obedece quem tem juízo”. Apesar
de a expressão soar autoritária e ultrapassada, avalio que há emedebistas em
Cruzeiro do Sul que não cumprirão o que os “cabeças brancas” decidiram. As
feridas das eleições de 2024, marcadas pelo embate entre Zequinha Lima e Jéssica
Sales, ainda estão abertas.
