O POVO É PREJUDICADO QUANDO A POLÍTICA CRIA APENAS A VITRINE
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Rapidinhas com UJrtigaDoJuruá
Gontran Neto 12, junho 2026
EXISTE A PROBABILIDADE DE EXTINÇÃO
Nos bastidores da política cruzeirense, circulam boatos de que a
ECOPS (Empresa Cruzeirense de Obras Públicas, Serviços e Urbanização) pode ser
extinta. Os principais argumentos para essa decisão apontam que a empresa
pública, criada em 2022, perdeu sua relevância. Seu principal objetivo inicial
era assumir os serviços operacionais contínuos do município, ajudando a
desafogar a máquina pública e a otimizar a aplicação dos recursos municipais.
O CUSTO DO ISOLAMENTO
Há uma nítida insatisfação de parlamentares com a atual gestão da
ECOPS. Conforme fontes fidedignas, a relação política entre a empresa e a
Câmara Municipal é tensa. A estratégia da ECOPS de adotar um isolamento
unilateral, sob o pretexto de atuar de forma independente, enfraqueceu a
empresa politicamente e retirou dela qualquer guarida por parte dos vereadores.
NA MACROPOLÍTICA NÃO CABEM
AMADORES
As eleições de 2026 no Acre estão sendo jogadas por
"feras", o que não deixa qualquer margem para amadorismo. No entanto,
o governo, que detém o controle da máquina no estado e em grande parte dos
municípios acreanos, parece estar sem esquema tático. Confiaram o comando do
"time" a um personagem cruzeirense com habilidade política zero. Se
não houver uma mudança urgente de rota, o fracasso político será inevitável.
RADAR LIGADO
As articulações políticas por aqui nem sempre são silenciosas.
Cruzeiro do Sul, além de ser "terra de muro baixo", tem lugares onde
nem muro foi construído; por isso, os cochichos de corredor não param e só
tendem a aumentar. O caldeirão político esborrou de vez e trouxe informações
quentes. Uma delas é que os pré-candidatos Fábio Rueda (UB) e Zé Adriano (PP)
são, por enquanto, os únicos que já garantiram o apoio do Executivo municipal.
MUDANÇAS BRUSCAS DE ROTA PODEM
REDEFINIR O PÓDIO
Enquanto isso, o nome de Socorro Nery (PP) segue em análise, e o
Coronel Ulysses (UB) conta com a simpatia da gestão, podendo abocanhar o apoio
de alguma pasta. Nesse loteamento de espaços, Pedro Longo (MDB) e Zezinho
Barbary (PP), que já foi "dono" de tudo, estão praticamente alijados
do processo. Mas atenção: manobras radicais ainda devem surgir e chacoalhar o
coreto.
CAOS NA FISIOTERAPIA
Paciente com risco de sequela esbarra em fila de 2021 e falta de
insumos na UBS Padre Teodoro Arnds, em Rodrigues Alves. Chega a ser
inacreditável, mas a denúncia que chegou ao blog mostra o tamanho do abandono
na saúde do município. Uma mãe desesperada relata que o filho, operado em março
após quebrar o pulso (rádio), corre o risco de perder os movimentos da mão por
falta de reabilitação.
UM SOCO NO ESTÔMAGO
Ao buscar a fisioterapia do município, a resposta foi um soco no
estômago: a fila de espera tem pacientes aguardando desde 2021! Pelo andar da
carruagem, o jovem só seria atendido em 2030.
PARA PIORAR O CENÁRIO DE TERRA
ARRASADA,
o profissional que atendeu a mãe confessou que a unidade está sem
materiais para trabalhar. Os pedidos estão parados na mesa da Secretaria de
Saúde, enquanto o povo padece. O paciente tem retorno marcado com o ortopedista
em seis meses, mas vai levar o quê para o médico ver se a prefeitura não
garante o básico? Com a palavra, os gestores da saúde municipal.
UM NOVO REVÉS
O Fundo de Participação dos Municípios (FPM), transferência
constitucional do governo federal repassada em três parcelas mensais (nos dias
10, 20 e 30), sofreu um novo revés. Informação fresquinha de bastidores dá
conta de que o último repasse foi bloqueado pela Justiça. A situação se repete:
em maio de 2026, um dos repasses também havia sido retido, embora a gestão
tenha conseguido a liberação posterior. Resta aguardar o desfecho dessa nova
conta.
NA POLÍTICA, OS INIMIGOS SÃO
DECLARADOS; OS ALIADOS É QUE SÃO PERIGOSOS
Essa expressão expõe o verdadeiro comportamento de alguns aliados
da base da governadora. Como diz a máxima da "abelhinha que tudo sabe e
tudo vê": quando a base governista se une para fazer o papel da oposição —
o famoso fogo amigo —, os prejudicados pulam do barco e começam a trabalhar
individualmente.
MANOBRAS DESLEAIS
Sem uma liderança preocupada no topo e diante de manobras desleais
para cooptar apoio, a condução do grupo fica desgovernada. As articulações
passam a visar apenas o benefício próprio, deixando o candidato ao governo
completamente de lado.
