PROFESSORES TEMPORÁRIOS: JUSTIÇA SALARIAL E O FIM DA INVISIBILIDADE
Prefeito Zequinha Lima e Pedro Lima – Sinteac/IA
Rapidinhas com UrtigaDoJuruá
Gontran Neto, abril 20, 2026
UMA VITÓRIA
QUE CONSAGRA OS PRINCÍPIOS DA ISONOMIA E DA EQUIDADE
Nesta quinta-feira (16), o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por
unanimidade, que o Piso Salarial Nacional do Magistério deve ser
obrigatoriamente aplicado também aos professores temporários da educação
básica.
A DIGNIDADE
QUE A EDUCAÇÃO EXIGE
Com esta decisão histórica, o salário fixado em R$ 5.130,23 (para a jornada de
40 horas semanais) finalmente alcança toda a categoria. Agora, profissionais
efetivos e temporários são reconhecidos com a dignidade que a educação exige.
O DESFECHO
DE UMA LONGA JORNADA DE LUTA
Este resultado encerra anos de insegurança e desvalorização. É impossível não
recordar a trajetória de embates duros e a busca incessante por igualdade.
Destaco aqui a resiliência dos professores temporários de Cruzeiro do Sul que,
no final de 2025, ao lado do Sinteac, enfrentaram momentos críticos.
QUE O
DIREITO PREVALEÇA
Houve ameaça de demissão e determinação judicial do TJAC para o encerramento da
greve. Portanto, tudo conspirava contra. A decisão do STF chega para pacificar
esses entraves e garantir que o direito, enfim, prevaleça sobre a incerteza.
QUEM SAI
GANHANDO NO TABULEIRO DO LEGISLATIVO MIRIM?
A Câmara de Vereadores de Cruzeiro do Sul apresenta um cenário de uma
legislatura mais à direita. São14 parlamentares: 4 do PP, 3 do Republicanos, 2
do MDB, 2 do UB, 2 do PDT e 1 do PSD.
NA TEORIA
o cenário atual é este: 10 vereadores já seguem a cartilha da governadora e
pré-candidata Mailza Assis (PP), enquanto os 4 restantes estão alinhados
ao projeto de Alan Rick (Republicanos). O que vemos é um Legislativo com
eixos de convergência ideológica, que parece descartar qualquer outra
pré-candidatura ao governo.
TABULEIRO
MONTADO
Ao que tudo indica, para a Câmara de Cruzeiro do Sul, o tabuleiro já foi
montado, as peças foram coladas e o debate sobre o futuro do Estado foi
reduzido a apenas dois caminhos. Qualquer outra pré-candidatura, hoje, encontra
as portas trancadas por dentro.
O
TRABALHADOR E A ESCRAVIDÃO MODERNA: A LUTA DE CLASSES NÃO PAROU
Enquanto a "classe dominante" (o andar de cima) articula para manter
seus privilégios, o "andar de baixo" luta para não sucumbir. A
resistência contra a escala 5x2 (sem redução salarial) nada mais é do que a
repetição histórica do egoísmo de 'uma boa' parte empresarial e de setores da
direita e extrema-direita que, sob um verniz de "progresso", defendem
a manutenção da exaustão humana.
O CENÁRIO É
VERGONHOSO
setores empresariais, parlamentares retrógrados e até figuras religiosas unem
forças para manter a escala 6x1, um modelo que flerta com a exploração
desenfreada. A fala do deputado Marco Feliciano (PL) é o resumo dessa
mentalidade: “O povo tem que trabalhar até a exaustão”. É a
confissão de que, para eles, o trabalhador não é um cidadão, mas um insumo.
A IRONIA DA
ESCALA 3X4
O maior absurdo, porém, é a cegueira de alguns trabalhadores que defendem as
próprias correntes. Enquanto o povo é empurrado para o 6x1, os mesmos
parlamentares que pregam a "exaustão" do pobre gozam da escala 3x4 no
Congresso Nacional. É a hipocrisia máxima: trabalham três dias, folgam quatro e
legislam para que você não tenha sequer o direito ao descanso digno.
O DIREITO
TRABALHISTA
O trabalhador precisa entender que o direito trabalhista nunca foi presente, sempre
foi conquista arrancada. E o "andar de cima" sabe que um trabalhador
descansado é um trabalhador que pensa, e quem pensa, não aceita ser explorado,
ARGENTINA:
UM SOCO NO ESTÔMAGO
Quando o ex-presidente (que o povo não esquece o histórico) perdeu as eleições
no Brasil em 2022, uma horda de seguidores jurou que a Argentina seria o novo
paraíso.
O MOTIVO?
O extremista Javier Milei supostamente teria colocado a "Terra da
Prata" nos eixos. A realidade, porém, é um soco no estômago: Milei
endividou o país ainda mais e mergulhou os hermanos em uma crise econômica sem
precedentes.
CARNE DE
BURRO: O "MILAGRE" ARGENTINO E O GOSTO AMARGO DA REALIDADE
O resultado dessa política de choque é trágico: o preço da carne bovina
tornou-se proibitivo, algo "incomprável" para o cidadão comum. A
"solução" encontrada nas periferias argentinas? O consumo de carne de
burro como alternativa barata à fome.
A TERRA DO
PAPA FRANCISCO E DO MARADONA
Infelizmente, a terra de Maradona e do Papa Francisco revive hoje o pesadelo
que o Brasil enfrentou entre 2019 e 2022. Os brasileiros avisaram sobre os
perigos do flerte com o radicalismo, mas o aviso foi ignorado.
FILA DO
OSSO
O drama argentino serve de espelho: a extrema-direita promete liberdade, mas
entrega carestia. E o pior: o Brasil, mesmo vendo o vizinho em ruínas, ainda
não se livrou totalmente dessas garras extremistas.
