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PF deflagra operação e mira residência de Gladson Cameli no Acre

 Informações preliminares dão conta que a Polícia Federal apreendeu mais de meio milhão de reais na casa de um dos investigados. Cameli se manifestou publicamente sobre o caso. Em nota publicada em suas redes sociais, destacou ter atendido os agentes da PF em sua residência. Cameli afirmou ainda que “com tranquilidade e transparência, prestei todas as informações solicitadas”

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, 5, uma operação em Rio Branco (AC), autorizada pela ministra Maria Isabel Gallotti, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A ação visa investigar denúncias de arrecadação ilícita em órgãos públicos do Acre, supostamente destinada a interferir em processos de corrupção que tramitam na Justiça Federal.

 

A residência do governador Gladson Cameli (PP) e a Secretaria de Saúde foram alvos da operação. Esta é a segunda vez que a casa do governador é alvo de ação da Polícia Federal. De acordo com fontes ligadas à investigação, a operação desta quinta-feira estaria relacionada ao processo de obtenção do brevê de piloto do chefe do Executivo acreano.

 

O governador Gladson Cameli se manifestou publicamente sobre o caso.

Em nota publicada em suas redes sociais, ele destacou que atendeu representantes da Polícia Federal em sua residência, os quais buscavam informações sobre “uma denúncia sobre processo de avaliação para obtenção de registro de piloto em uma escola de aviação local, onde fui aluno”.

 

 Cameli afirmou ainda que “com tranquilidade e transparência, prestei todas as informações solicitadas” e que “mantenho-me sereno quanto ao ocorrido”. Ele também lamentou o que classifica como “tentativas de perseguição e, mais uma vez, de estratégia política com o objetivo de me atingir na proximidade das eleições”.

 

Gladson Cameli responde no STJ à Ação Penal nº 1.076/DF, na qual é acusado de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraudes em licitações. Em dezembro do ano passado, a Corte Especial iniciou o julgamento do processo. A relatora, ministra Nancy Andrighi, votou pela condenação do governador a 25 anos e 9 meses de prisão em regime fechado, além da perda do cargo, pagamento de multa e indenização ao Estado do Acre no valor de R$ 11.785.020,31. A votação foi suspensa após pedido de vista do ministro João Otávio de Noronha, revisor do caso.

 

A operação da Polícia Federal segue em andamento e novas informações devem ser divulgadas nas próximas horas.

 

Nota oficial de Gladson Cameli na íntegra:

“Nesta quinta-feira, 5 de fevereiro, atendi, em minha residência, representantes da Polícia Federal, que buscavam informações a respeito de uma denúncia sobre processo de avaliação para obtenção de registro de piloto em uma escola de aviação local, onde fui aluno. Com tranquilidade e transparência, prestei todas as informações solicitadas. Os policiais recolheram dispositivos eletrônicos e uma quantia em dinheiro, de origem privada, que mantinha como reserva financeira e cuja comprovação será apresentada às autoridades.

Mantenho-me sereno quanto ao ocorrido. Desde já, agradeço as manifestações de apoio da população. Reiterando minha confiança na Justiça, lamento as tentativas de perseguição e, mais uma vez, de estratégia política com o objetivo de me atingir na proximidade das eleições.

Gladson Cameli “


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