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Moedas

Perpétua cobra destino de R$ 24 milhões liberados para Maternidade de Tarauacá que segue sem sair do papel

 

Onde estão os mais de R$ 24 milhões destinados à construção da Maternidade de Tarauacá? A pergunta, que ecoa há quatro anos entre as famílias do município, ganhou um novo capítulo nesta semana. A ex-deputada federal Perpétua Almeida esteve com o atual secretário de Saúde do Acre, José Bestene, e solicitou apoio para localizar o paradeiro dos recursos que deveriam ter garantido a construção da unidade de saúde.

Em 2022, uma articulação uniu diferentes forças políticas em prol do município. O montante total de R$ 24.133.966,00 foi viabilizado por meio de emendas parlamentares de diversos representantes: Perpétua Almeida (R$ 17.781.792), Jesus Sérgio (R$ 2 milhões), Jéssica Sales (R$ 1.352,174), Alan Rick (R$ 1 milhão), Vanda Milani (R$ 1 milhão), senador Petecão (R$ 500 mil), Mailza Assis (R$ 500 mil).

Apesar do recurso considerável, suficiente para construir e equipar integralmente a unidade, as obras sequer foram iniciadas. A antiga gestão da Secretaria de Saúde do Estado (Sesacre) encerrou seu ciclo sem dar explicações sobre a aplicação do dinheiro ou os motivos do atraso.

"O que a Secretaria de Saúde fez com esse dinheiro? Gastou em quê? Será que as mulheres de Tarauacá não merecem uma maternidade?", questionou Perpétua.

Para a ex-parlamentar, a gravidade reside no possível desvio de finalidade. "Estamos falando de vidas. São mais de R$ 24 milhões que podem ter sido usados em outras áreas enquanto as grávidas continuam sofrendo nas estradas." 

BR-364 

A falta da unidade obriga gestantes a percorrerem o perigoso trajeto até Feijó ou Cruzeiro do Sul. Relatos de partos à beira da BR-364 e situações de risco extremo são comuns. 

"Já estamos em 2026. Passaram-se quatro anos de silêncio. A esperança agora é que a gestão de José Bestene investigue e dê a resposta que a população exige: onde está o dinheiro da maternidade?", finalizou a ex-deputada.

Diante da gravidade da denúncia, o secretário garantiu que a atual gestão da Sesacre não irá se omitir e assumiu o compromisso de abrir um levantamento interno para investigar onde está o recurso ou para onde ele foi remanejado pela administração anterior.

"Estou há apenas 30 dias na Secretaria Estadual de Saúde e temos nos deparado justamente com a situação desses convênios, em especial as emendas de deputados e senadores. Já conversei com o nosso setor de planejamento para levantar todas essas emendas encaminhadas, pois precisamos prestar contas não apenas aos parlamentares, mas à própria população acreana — ainda mais tratando-se de uma maternidade, que é uma cobrança constante por onde ando. Em breve, daremos essa prestação de contas", garantiu Bestene

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