Aos políticos que desonram o Parlamento
O parlamentar brasileiro não deveria tratar com
molecagem o mandato político. O povo, principal agente da democracia, merece
respeito. O eleitor precisa rejeitar nas urnas os políticos que
trocam de partidos, buscam reeleição, disputam outros cargos ou não cumprem
integralmente seus mandatos.
A política não pode ser concebida como cabide de
emprego, instrumento de benefício pessoal ou negócio para vantagens privadas.
Deve ser exercício transitório de prestação de serviços à nação. Encerrado o
mandato, o retorno à profissão de origem seria o caminho correto dos
parlamentares honrados, oxigenando a vida pública e fortalecendo a
democracia.
Mandato não é carreira ou profissão, mas serviço
cívico. Aos que se julgam imprescindíveis: no cemitério repousa uma legião de ex-políticos esquecidos,
cuja ausência jamais fez falta ao país.
Temos consciência de que tais observações pouco
importam às caricatas excelências, que riem dos eleitores. Mas o dia 4 de
outubro de 2026 será a oportunidade para que a sociedade varra nas urnas os
nomes dos políticos indecorosos que desonram o Parlamento.
Júlio César Cardoso
Servidor federal aposentado
Balneário Camboriú-SC
