COLUNA DO JURUÁ: E O CAMPO MINADO
Rapidinhas com UrtigaDoJuruá
Neto Gontran, 17, março 2026
SEM PRESTÍGIO E HUMILHADO
A "abelhinha azul" levantou voo e, após circular pela área de
"intriga" do poder municipal, captou zumbidos reveladores. O
comentário nos bastidores é que o prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima
(PP), anda cabisbaixo pelos cantos. O motivo? O sentimento de desprestígio é
latente.
SENTIU O GOLPE
Ao ver o Palácio colocar a ex-deputada Jéssica Sales (MDB) como uma
peça central na chapa PP/UB para 2026, Zequinha sentiu o golpe. Para ele, a
movimentação soa como humilhação, já que entre os dois o terreno é de
"campo minado". O prefeito esperava ser o grande articulador do
governo no Juruá, mas parece ter sido escanteado na própria casa.
BOLA DIVIDIDA
A disputa política entre o deputado estadual Clodoaldo Rodrigues (Republicanos)
e o prefeito Zequinha Lima estourou no colo de quem menos devia: os aliados. As
exonerações de "chegados" do parlamentar levam a uma reflexão
necessária sobre a gratidão na política.
INGRATIDÃO OU É DO JOGO
Um dos exonerados foi protagonista e um dos responsáveis diretos pela reeleição
de Zequinha em 2024, visto que teve uma votação expressiva como candidato a
vereador que somaram mais de 600 votos, casados com o majoritário, é, no
mínimo, um gesto de miopia política. Deixar quem ajudou a carregar o piano na
"rua da amargura" é: ingratidão ou faz parte do jogo?
HOMEM FORTE
Apesar desse embate público entre o prefeito e o deputado, Clodoaldo é um dos
parlamentares mais fiéis à vice-governadora Mailza Assis (PP). E, antes que
muitos aliados se manifestassem em apoio à vice para disputar o governo em
2026, o deputado já havia batido o prego e virado a ponta. Falta só decidir por
qual legenda vai buscar a reeleição.
ASFALTO: A FELICIDADE (TEMPORÁRIA) CHEGOU
Em um município isolado do Acre, a festa é grande. Deputado federal, prefeito,
vereadores e lideranças celebram o início da pavimentação asfáltica com
recursos de emenda parlamentar. Para os políticos, a data é histórica; afinal,
sair do calçamento de tijolos/concreto para o asfalto é o sonho da modernidade.
Promete-se fluidez no trânsito e melhor mobilidade.
ENQUANTO O ASFALTO FOR TAPETE
Contudo, a realidade costuma cobrar caro. O grande gargalo não é colocar o
asfalto, mas a manutenção. Em cidades isoladas, onde o transporte fluvial de
insumos é caríssimo e complexo, cuidar de buracos é um desafio hercúleo.
Enquanto o asfalto for tapete, haverá sorrisos e fotos. Mas anotem: nos
primeiros sinais de desgaste e falta de reparo, o grito da população será um
só: "Com o tijolo era muito melhor!". Quem viver, verá.
GOVERNO LULA
Após o decreto de emergência em Cruzeiro do Sul, motivado pela enchente do Rio
Juruá em janeiro, o governo do presidente Lula, via Ministério da Integração e
do Desenvolvimento Regional (MIDR), abriu o cofre. Foram liberados R$
450.876,40 para a prefeitura, conforme anúncio oficial realizado nesta
segunda-feira (16).
SILÊNCIO ENSURDECEDOR
Entretanto, há um fator curioso que já virou regra: o silêncio ensurdecedor do
Executivo Municipal. É improvável que você veja qualquer nota de reconhecimento
ou agradecimento ao Governo Federal por parte da gestão local.
É MÉTODO
Na hora de aplicar o recurso, o roteiro é o mesmo: os atores políticos
"fingem-se de mortos" e evitam citar a fonte do dinheiro, como se a
verba tivesse caído do céu, e não do Palácio do Planalto.
COMPROMISSO VS. ARRECADAÇÃO
Em uma ação imediata para proteger o bolso do cidadão após o aumento dos
combustíveis na última semana, o governo do presidente Lula (PT) zerou as
alíquotas de PIS/COFINS sobre o diesel. A medida é um movimento claro do
Governo Federal para estimular a economia, conter a inflação e dar fôlego a
setores estratégicos, como o de transportes.
OPOSIÇÃO OU FALTA DE HONESTIDADE INTELECTUAL?
Enquanto isso, governos estaduais seguem
irredutíveis, e não atendem o pedido do presidente Lula para reduzir o
ICMS e cooperar com o País nesse momento conturbado com reflexo da
guerra. Tentar jogar essa conta no colo do Planalto não é apenas fazer
oposição; é falta de honestidade intelectual com o contribuinte.
O CRUZEIRENSE SÓ OBSERVA, INFELIZMENTE
Enquanto no Acre o consumidor engole o aumento a
seco, no Maranhão a Justiça teve atuação implacável. Determinou um prazo de
três dias para que as distribuidoras apresentem justificativas plausíveis sobre
a alta abusiva apontada pelo PROCON/MA.
É CONTRANGEDOR
Por aqui, o silêncio das autoridades de
fiscalização é constrangedor. O cruzeirense, espremido entre o preço da bomba e
a passividade das autoridades do Estado, apenas observa...e paga a conta.
ESTADOS QUEREM MANTER O CAIXA CHEIO
Diante desse cenário, o contribuinte não precisa queimar muitos neurônios para
identificar quem realmente demonstra compromisso com a população e quem prefere
manter o caixa cheio à custa do consumidor.
