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Naufrágio de Zequinha: entre a água no pescoço e o mutismo de seus secretários e assessores

 

Imagem editada com recursos de IA

Rapidinhas com  UJrtigaDoJuruá


Neto Gontran, quinta 12, 2026 

POPULARIDADE EM QUEDA LIVRE
Não é preciso ser um gênio da estatística ou contratar institutos de pesquisa para mensurar o declínio do prefeito Zequinha Lima (PP). O termômetro mais real, e cruel, está na palma da mão: basta uma "curiada" rápida nos comentários de suas redes sociais. O cenário é de terra arrasada.

MEDO DE BOLA DIVIDIDA
Mas o que chama atenção não é apenas a irritação do povo, e sim a omissão institucionalizada de sua equipe de confiança. Onde estão os secretários e assessores de primeiro escalão? No primeiro sinal de "bola dividida", essa turma se esconde sob as mesas, deixando o prefeito sangrar sozinho em praça pública digital. É um governo de sombras, onde ninguém coloca a cara no sol (ou na chuva) para defender um projeto que parece ter perdido o rumo.
 
O "PISCINÃO" DE CRUZEIRO DO SUL
O temporal que castigou Cruzeiro do Sul nesta quarta-feira (11), à noite, não foi apenas um fenômeno da natureza; foi um atestado de incompetência urbana. Muros no chão, avenidas transformadas em rios e o comércio invadido pela lama.
 
O MANTO DA ÁGUA
O "toque de mestre" da gestão, porém, são os buracos. Sob o manto da água, as crateras que já "enfeitam" o cotidiano da cidade tornaram-se armadilhas invisíveis. Motoristas incautos caíram em verdadeiros tanques de piscicultura urbanos. Se a intenção da prefeitura era criar um criadouro de peixes em plena via pública, o sucesso é absoluto. Caso contrário, é apenas o caos de sempre.
 
NÃO FOI SURPRESA APOCALÍPTICA

Vamos deixar o vitimismo de lado: o "dilúvio" de ontem não foi uma surpresa apocalíptica. É inverno amazônico, e quem mora em Cruzeiro do Sul sabe que o céu desaba nesta época. O problema não é o volume de água, é a omissão crônica e a falta de cuidado com os gargalos históricos do município.
 
GESTÃO NA BASE DO "ACHO QUE NÃO CHOVE"

Trabalhar na base do "eu acho que hoje não chove forte" não é gestão; é torcida organizada. Enquanto a prefeitura espera o tempo abrir, o comerciante contabiliza o prejuízo e o morador tira a lama da sala. Não adianta chorar o leite derramado quando o que transbordou foi o esgoto da incompetência. Em Cruzeiro do Sul, o cuidado deveria ser dobrado, mas a eficiência parece ter sido levada pela enxurrada.
 
O SILÊNCIO FORÇADO DO ALTAR: QUANDO O "PISEIRO"
ATROPELA A FÉ
O cenário em Cruzeiro do Sul é de uma ironia trágica: as missas noturnas na Catedral Nossa Senhora da Glória foram suspensas. O motivo? O barulho ensurdecedor do Carnaval, instalado estrategicamente na ‘porta do templo’.
 
EXPULSOS DA PRÓPRIA CASA

Como bem pontuou o Padre Francisco, não se trata apenas de uma festa, mas da total impossibilidade de oração. Enquanto o "piseiro" domina a praça, o sagrado é silenciado. É a inversão completa de valores, onde a agitação passageira da carne tem prioridade sobre o recolhimento espiritual da alma.
 
DESRESPEITO

A falta de diálogo mencionada pelo Padre Francisco Melo revela algo mais profundo que uma simples falha de agenda: revela o desprezo pela santidade. Para os promotores do evento, a Diocese parece ser apenas um detalhe arquitetônico na praça, e não uma instituição que merece respeito.
 
IGNORAR O ALTAR E PRIVILEGIAR O PALCO

Se houvesse um pingo de reverência pelo que é sagrado, o poder público teria buscado conciliar os horários e esse atrito não teria acontecido. Mas não. Preferiram ignorar o altar para privilegiar o palco. Onde está o respeito à liberdade religiosa e ao silêncio necessário para a missa?
 
FÉ EM ESPERA, CONFUSÃO EM DIA

Mas parece que a atual administração tem fetiche pela confusão. Ao antecipar o "piseiro" para o horário da liturgia, o prefeito não está apenas promovendo o carnaval, está declarando guerra ao silêncio dos fiéis.
 
FARISAÍSMO ADMINISTRATIVO

O caso ganha contornos de um teatro de absurdos quando confrontamos as versões. De um lado, o Padre afirma que "nunca fomos chamados para conversar". Do outro, a Prefeitura publica uma nota oficial, com uma segurança quase angelical, dizendo que "tudo foi em comum acordo".
 
BARULHO BEIRA O CINISMO
Tentar "santificar" uma decisão unilateral com uma nota de esclarecimento é, no mínimo, uma tática de fariseu moderno. A realidade é uma só: a Diocese foi colocada diante do fato consumado, e os fiéis, expulsos do conforto da oração pela poluição sonora oficializada.
 
CRÍTICA À SANTIDADE
A santidade de um templo não deveria ser negociável, muito menos sacrificada no altar da 'política do pão e circo'. Quando uma gestão municipal prioriza o decibel da folia em detrimento da liturgia da missa, ela não está apenas promovendo cultura; está profanando o espaço público e humilhando a fé de uma comunidade. Onde o sagrado é tratado como obstáculo, o governo se torna o próprio pecado da negligência.
 
 

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