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Câmara pode votar projeto que quebra a patente de canetas emagrecedoras

Lei de propriedade industrial permite a quebra de patente em caso de urgência de interesse público

A analise do projeto de lei que declara de interesse público o Mounjaro e o Zepbound deve ocorrer nas primeiras semanas após o carnaval pelo plenário da Câmara. As duas marcas são chamadas de canetas emagrecedoras e são produzidas a partir da substância tirzepatida.

O autor do PL argumenta que os dois medicamentos são usados no tratamento da obesidade e podem prevenir casos graves de doenças que têm impacto na saúde pública e têm preço proibitivo para a maioria da população.

Uma caneta de Mounjaro, por exemplo, pode custar entre R$ 1.400 e R$ 3 mil, dependendo da dosagem

A declaração de interesse público é medida necessária para a quebra da patente do produto. Ao ser apresentado, o projeto ganhou regime de urgência, o que permite que seja votado diretamente no Plenário, sem passar pelas comissões permanentes da Câmara.

A partir do momento em que é declarado o interesse público, o governo pode autorizar a fabricação do produto por outra empresa, mediante pagamento ao titular da patente. Para virar lei, a proposta precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

 

 


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