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Miragina é novamente citada em operação policial no Acre



A fabricante de biscoitos Miragina, fundada em 1967 em Rio Branco (AC), voltou a aparecer em registros policiais após novas operações contra o tráfico de drogas no estado. Em diferentes ocasiões, cargas com produtos da marca foram associadas a apreensões, mas a empresa afirma não ter qualquer relação com tais ocorrências.


Em 25 de maio de 2022, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu, na Unidade Operacional de Poconé (BR-070, Mato Grosso), um caminhão que transportava caixas de biscoitos água e sal da Miragina. Durante fiscalização de rotina, foram encontrados 468 kg de cocaína escondidos sob os pacotes. O motorista declarou ter carregado a mercadoria em Rio Branco (AC), com destino a Parnamirim (RN), mas disse não conhecer pessoalmente o contratante. A nota fiscal apresentava sinais de adulteração e os lacres das caixas estavam violados, segundo a PRF. O condutor foi preso em flagrante e encaminhado à Polícia Federal em Cuiabá (MT). [Fonte: Portal oficial da PRF, notícia publicada em 26/05/2022]


Na ocasião, a direção da Miragina divulgou nota negando envolvimento e informou que a venda foi realizada regularmente, com pagamento à vista. A empresa apresentou vídeo do carregamento e declarou colaborar com as autoridades. Também destacou que os adesivos de fechamento das caixas estavam violados, indicando que a inserção da droga teria ocorrido após a saída da carga da fábrica. A FIEAC - Federação das Indústrias do Estado do Acre, manifestou apoio público à empresa, ressaltando sua tradição e reputação.


Nesta quarta-feira (11), o nome Miragina voltou a ser citado em operação da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Acre (Ficco-AC), que resultou na prisão de Abrahão Felício Neto, neto do fundador da companhia, investigado por tráfico interestadual e lavagem de dinheiro. De acordo com fontes policiais, a empresa Miragina não é alvo da investigação, estando o processo restrito ao indivíduo. A companhia reiterou em notas oficiais que não figura como investigada.


Os registros de 2022 e 2026 mostram que produtos da marca foram utilizados em contextos de apreensões, mas não há informações públicas que indiquem investigação direta contra a Miragina. As autoridades confirmam que os casos envolvem terceiros, e a empresa mantém a posição de colaborar com os órgãos competentes sempre que acionada.

 

 

 

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