Aprovadas penas mais severas para violência sexual digital contra menores
O Senado aprovou
nesta terça-feira 7, projeto de lei que aumenta as punições para a violência
sexual digital contra crianças e adolescentes, inclusive nos casos em que é
usada a inteligência artificial. O PLsegue para a sanção.
Além de aumentar
penas para crimes como produzir, divulgar ou comercializar conteúdo de
violência sexual contra menores por meio da internet ou das redes sociais, o
projeto torna hediondos vários desses crimes, tornando mais rígidas as
condições de cumprimento da pena.
O autor do projeto
é o deputado federal Osmar Terra (PL-RS). No Senado, o texto foi analisado pelo
Plenário em regime de urgência e teve como último relator o senador Fabiano
Contarato (PT-ES), que recomentou a aprovação do texto com ajustes apenas
de redação.
Para ele, as
estatísticas indicam que as penas atualmente previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente não têm sido
suficientes para prevenir os crimes de exploração sexual contra eles.
"Entre janeiro e
julho de 2025, foram registradas 49.336 denúncias anônimas de abuso e
exploração sexual infantil, representando um aumento de 18,9% em relação ao
mesmo período de 2024, conforme dados da Safernet Brasil. (...) Nesse
cenário, temos que o incremento de penas, sua inserção no rol de crimes
hediondos e a ampliação de condutas delitivas promovidas pelo projeto são
medidas adequadas e necessário" disse o relator por videoconferência na sessão
plenária.
Além disso, o
projeto substitui a expressão “pornografia infantil” por “violência sexual
contra criança ou adolescente” na legislação sobre o tema. Para Contarato, o
termo pornografia pode remeter a “obscenidade ou material sexual destinado a
adultos”, o que não traduz a gravidade das condutas.
A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que relatou o texto na Comissão de Direitos Humanos (CDH), elogiou o trabalho de Contarato e afirmou que o Senado está entregando um instrumento de proteção da infância.
Fonte: Agência
Senado
