COLUNA DO DIA: O REBÚ NO TABULEIRO
Rapidinhas com UrtigaDoJuruá
Gontran Neto, abril 05, 2026
JORGE VIANA AGITA A POLÍTICA ACREANA
A direita no Acre, que andava mergulhada na soberba e com a ideia fixa de que era a única dona da habilidade de surfar nas águas do estado, sofreu um duro golpe na noite deste sábado (4).
MEXIDA DE MESTRE
Com uma
mexida de mestre na undécima hora, Jorge Viana (JV) trouxe o Podemos para a
base progressista. O resultado? Um desespero generalizado entre os aliados da
governadora, que viram o "teto" balançar e o rumo para 2026 ficar
seriamente ameaçado.
A DERROTA DO
“1° DAMO”
A legenda, que antes tinha Ney Amorim no comando (este que buscou abrigo no MDB), ficou nas mãos de Madson Cameli, o “1° damo”. Segundo a abelhinha do Juruá, que tudo sabe e tudo vê, Madson já tinha seus "escolhidos" para as cadeiras estadual e federal. Porém, após o "toco" monumental dado por JV, o baque foi seco. O choro no campo da direita foi fenomenal.
VEM MAIS SURPRESA POR AÍ
Quando JV colocou o bloco na rua para disputar uma das duas vagas ao Senado, ele avisou: "haverá surpresas". A primeira se confirmou agora, mas o recado é claro: não para por aí. O grupo de apoio de Mailza Assis já está de cabelo em pé, pois o ex-senador prometeu novas adesões de siglas em breve. Quem tem aliança frágil que se cuide.
SAIU DA MESMICE
É inegável: com a confirmação de Jorge Viana (PT) como pré-candidato ao Senado pela Federação Brasil Esperança, a política acreana saiu da mesmice das brigas internas da direita. JV traz para o jogo o know-how de quem é articulado, preparado e, acima de tudo, resiliente. Ele provou que sabe navegar em águas turbulentas e, pelo visto, está pronto para pescar grandes vitórias em 2026.
MUDOU O DESENHO
A política é como nuvem: você olha, ela está de um jeito; olha de novo, e o JV já mudou o desenho. Seguimos acompanhando o movimento das peças!
NEM O VENTO BATE NAS COSTAS
Quem já esteve no topo e hoje amarga a planície sabe: a política é ingrata com quem perde o mandato. Seja pela derrota nas urnas ou pela renúncia em busca de novos voos que não decolaram, o isolamento é imediato. Como diz o ditado popular, para esses, “nem o vento bate mais nas costas”.
CÓDIGO DE VALIDADE VENCIDO
O prestígio político tem data de validade e está diretamente ligado ao poder de mando. Ontem, li em um grupo de redes sociais uma metáfora que ilustra bem esse cenário de abandono: dizem que até o caminho da casa do ex-governador Gladson Cameli já está começando a ser tomado pelo mato.
O SILÊNCIO DO TELEFONE E A MEMÓRIA DO PUXA-SACO
Conversando recentemente com um ex-parlamentar de Cruzeiro do Sul, o assunto não poderia ser outro: a dor do esquecimento. O ponto central da nossa pauta foi aquele momento cruel em que o telefone deixa de tocar e as mensagens no WhatsApp visualizadas passam a ser solenemente ignoradas.
A LEALDADE DE OCASIÃO
Para quem se deslumbra com o brilho da cadeira, o choque é grande. O poder, por natureza, é efêmero, mas há quem prefira acreditar que ele é eterno. O problema é que o "exército" de apoiadores, muitas vezes, é composto por profissionais da conveniência, que mudam de time conforme o tamanho do troféu em disputa.
O PUXA-SACO PROFISSIONAL
O puxa-saco é uma figura curiosa, ele não tem gratidão, ele tem estratégia. Sua memória é curta para os favores recebidos, mas aguçada para identificar quem é o próximo dono da caneta. Antes mesmo do atual mandatário limpar as gavetas, a "mudança de faixa" já está sendo trabalhada nos bastidores.
CÓDIGO DE BARRA VENCIDO
Para esse tipo de gente, a lealdade é uma mercadoria com prazo de validade. Eles não servem a ideais ou a amigos; servem ao poder, que para eles está acima de tudo e de todos. Quando a luz do gabinete se apaga, eles são os primeiros a correr para onde o sol está nascendo, deixando para trás o silêncio ensurdecedor de quem, ontem, era chamado de "chefe".
FELIZ PÁSCOA
Para encerrar
a coluna deste domingo de Páscoa, dia em que Jesus Cristo ressuscitou depois de
ser preso, humilhado, torturado e morto pelos "homens de bem" da
época, resto uma frase dita antes do último suspiro do Filho do Homem na cruz,
hoje esquecida por muitos: "Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que
fazem".
