Davi Alcolumbre mantém votação da CPMI do INSS que convoca filho de Lula
Carlos Moura/Agência Senado
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, decidiu
não anular a votação da CPMI do INSS após concluir que, diante do quórum de 31
presentes à reunião da comissão, registrado no painel eletrônico no momento da
deliberação, seriam necessários 16 votos para rejeitar os requerimentos. Esse
número é superior aos 14 votos contabilizados por parlamentares governistas,
que apresentaram recurso contra o resultado da votação na CPMI.
A decisão mantém o
resultado proclamado pelo presidente da comissão, Carlos Viana (Podemos-MG),
que declarou aprovados 87 requerimentos, entre eles o de quebra de sigilo
de Fabio Luis Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva.
O recurso foi
apresentado na última quinta-feira (26) por 14 parlamentares da base
governista. No documento, senadores e deputados sustentam que a maioria da
comissão teria rejeitado os requerimentos incluídos na pauta, mas que o
resultado foi proclamado como aprovado pela presidência do colegiado.
A votação ocorreu
pelo processo simbólico: os favoráveis permanecem sentados, enquanto os
contrários se levantam.
Carlos Viana
proclamou a aprovação no momento em que apenas sete parlamentares estavam de
pé. Segundo o recurso, contudo, 14 parlamentares teriam se manifestado contra
os requerimentos. Fotos e vídeos da sessão foram anexados para sustentar a
alegação. Mas, de acordo com a apuração feita pela Advocacia e pela
Secretaria-Geral da Mesa (SGM) do Senado, havia 31 parlamentares com presença
registrada no momento da deliberação. Assim, a maioria necessária para rejeitar
os requerimentos seria de 16 votos contrários.
"No caso concreto,
sustenta-se que 14 parlamentares teriam se manifestado contrariamente aos
requerimentos submetidos à apreciação. Ainda assim, esse número de votos
contrários não seria suficiente para a configuração da maioria. Esta
presidência conclui que a suposta violação das normas regimentais e
constitucionais pelo presidente da CPMI não se mostra evidente e inequívoca.
Não se faz necessária a intervenção do presidente da Mesa do Congresso Nacional" — decidiu Davi. (Fonte:
Agência Senado)
Tags:
Política
