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"NOVOS TEMPOS", VELHAS PRÁTICAS: O CALOTE NOS TERCEIRIZADOS DE MÂNCIO LIMA

                                                                   Imagem IA

Rapidinhas com UrtigaDoJuruá


Neto Gontran Urtiga do Juruá  

O CENÁRIO DE ABANDONO
Chega à denúncia de que os funcionários terceirizados da empresa New Times Empreendimentos, prestadora de serviços para a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) no Hospital Abel Pinheiro, em Mâncio Lima, estão à deriva. A realidade é de um mês de salário atrasado e escandalosos seis meses sem receber o auxílio-alimentação.
 
A IRONIA DOS "NOVOS TEMPOS"
O nome fantasia da empresa sugere modernidade, mas a prática imposta é arcaica: o calote. Atrasar salários e negar benefícios alimentares não é apenas incompetência administrativa; é uma política de gestão desleal e desumana. Não é a primeira vez que a New Times figura em denúncias por descumprir obrigações trabalhistas.
 
NEM AÍ
Mesmo já notificada pelo Governo do Estado, a empresa ignora as advertências, provando que seu único compromisso com "novos tempos" é o nome na fachada, enquanto perpetua o velho vício do desrespeito ao trabalhador.
 
LEVIANA E COVARDE
Diante desses acontecimentos, a postura da empresa é leviana e covarde, mas a responsabilidade não termina nela. O Estado, detentor da "mão poderosa" e do dever de fiscalizar, não pode ser conivente nem "passar pano" para tal conduta.
 
PANELA VAZIA E A OMISSÃO DO ESTADO

Ao permitir que trabalhadores passem necessidades enquanto prestam serviço público, fere-se a dignidade da pessoa humana e o valor social do trabalho. A omissão na fiscalização do contrato torna o Estado solidário a esse descalabro. A fome não espera burocracia, e o direito ao salário é sagrado e irredutível.

Fotos: Neto Gontran

NOVO PAC, NOVO CAPS: DIGNIDADE E ESTRUTURA
O novo Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS) já é uma realidade em construção em Cruzeiro do Sul, situado na Estrada do Tiro ao Alvo, Jardim Primavera, Bairro São José. É inegável que os pacientes necessitados destes serviços merecem uma estrutura moderna, com condições físicas de excelência que não devam nada a nenhuma outra cidade brasileira.
 
PARCERIA CERTEIRA
Pelo investimento e pelo olhar humano, os profissionais da área e os pacientes agradecem a parceria certeira entre o Governo Federal e a Prefeitura de Cruzeiro do Sul.
 
BEM ALI (SÓ QUE NÃO)
A localização é "logo ali": uma breve e revigorante maratona de aproximadamente 6 km partindo do atual CAPS. Claro que estamos todos confiantes de que a prefeitura vai transformar a Estrada do Tiro ao Alvo em um tapete, afinal, ninguém quer que a chegada ao tratamento de saúde mental se torne um rally na época das chuvas.
 
BURACOS E VALAS
Já pelo acesso do Conjunto Primavera, a situação é  emocionante: se ignorarmos as buracos e as valas que decoram o asfalto, a trafegabilidade é perfeita de inverno a verão,  ideal para quem gosta de testar a suspensão do carro (e a paciência) antes da consulta.
 
A TRAGÉDIA SE REPETE

O calendário mudou, mas o cenário no trânsito de Cruzeiro do Sul permanece tragicamente o mesmo de 2025. Na tarde desta segunda-feira (19), o bairro do Telégrafo foi palco de mais um acidente grave. No perigoso cruzamento da Rua Alagoas com a Rua Minas Gerais, uma colisão entre uma motocicleta e um veículo Gol gerou desespero.
 
ANGÚSTIA
Enquanto a vítima aguardava socorro, coube aos populares a tentativa de amenizar o sofrimento do ferido. A angústia de quem tentava ajudar só aumentou diante de ‘intermináveis’ 20 minutos, ou um pouco mais para o SAMU chegar ao local.
 
CRUZAMENTOS OU ARMADILHAS?

Não se trata de fatalidade, mas de negligência. Diversos bairros de grande fluxo em Cruzeiro do Sul foram transformados em verdadeiras roletas-russas devido à ausência absoluta de sinalização, e excesso de buracos nas vias, que por vezes obriga os condutores a uma ação rápida e inesperada.
 
A OMISSÃO PÚBLICA
É urgente que o poder público saia da inércia e instale sinalização adequada, seja vertical, horizontal ou dispositivos auxiliares. A população não quer saber a tecnicidade do equipamento, quer saber de sobreviver ao atravessar a rua.

Risco de morte
Deixar cruzamentos movimentados sem a mínima ordenação não é economia de recursos, é conivência com o risco de morte.



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