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BASTIDORES DE CRUZEIRO DO SUL: PROMESSAS DE PAZ E O “TOMA LÁ, DÁ CÁ

 

Imagens originais reproduzidas da internet e uso de IA

Rapidinhas com UrtigaDoJuruá

Gontran Neto, 8 julho 2026

SEMANA DECISIVA PARA O MDB

O MDB vive um jogo de incertezas ao não decidir entre apoiar a pré-candidata Mailza Assis (PP) ou o pré-candidato Alan Rick (Republicanos). Esse cenário se complicou ainda mais após o prefeito Zequinha Lima (afastado do PP) decidir se aliar aos Republicanos. Diante disso, o diretório emedebista, liderado por Vagner Sales, transmite aos eleitores acreanos a impressão de estar perdido, ou uma insegurança na tomada de decisão.

CONSEQUÊNCIAS

Esse impasse político deve trazer consequências graves, já que os compromissos de antigos aliados da ex-deputada federal podem migrar para outras alianças. A razão é simples: o nome dela já estava quase certo para compor como pré-candidata a vice com a pré-candidata ao governo Mailza Assis e resolveu desistir da aliança.

INCERTEZAS

Agora, as incertezas aumentam, pois ela pode se lançar como pré-candidata ao Senado ou à Câmara Federal, uma indefinição que deixa a cabeça dos eleitores em um verdadeiro e perigoso redemoinho.

O ESTOPIM DA RUPTURA

O cenário político entre o grupo da governadora Mailza Assis e o do prefeito Zequinha Lima naufragou e isso não é mais surpresa para ninguém. Para entender o estopim dessa ruptura, no entanto, é preciso resgatar uma fala marcante do chefe do Executivo cruzeirense durante um embate com o deputado federal Zezinho Barbary, episódio que se tornou a gota d’água para a fissura da aliança.

“A GOVERNADORA PRECISA SER RESPEITADA”

Em discurso direcionado a Barbary, Zequinha mandou um recado claro: “A divergência política não pode ser resolvida em um ato com a governadora. A governadora precisa ser respeitada.”

“TRAZER A PAZ”

Para selar o momento, ainda no dia 12 de junho de 2026, o prefeito finalizou sua fala com uma promessa solene à Mailza: “Eu vim aqui hoje para trazer essa paz que a senhora precisa.”

PROMESSA QUEBRADA

A calmaria, contudo, durou pouco. Apenas dezessete dias depois, a promessa foi quebrada: Zequinha Lima mudou radicalmente de rumo e pulou nos braços do senador Alan Rick. A paz prometida perante testemunhas se tornou conflito.

O TOMA LÁ, DÁ CÁ DAS NOMEAÇÕES

Os donos das canetas do Estado e do Município de Cruzeiro do Sul estão com as mãos pesadas. De um lado, a governadora Mailza Assis; do outro, o prefeito Zequinha Lima. Cada um com suas próprias razões, esses agora ex-aliados transformaram as exonerações em armas políticas, consolidando um verdadeiro jogo de "toma lá, dá cá".

Foto: Gontran Neto

DIREITOS NEGADOS

Há duas semanas, os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) de Cruzeiro do Sul realizaram um ato pacífico para reivindicar direitos históricos que vêm sendo negados pelo Poder Executivo municipal. No entanto, um detalhe chamou a atenção durante a manifestação: a ausência total dos vereadores em apoio aos servidores. Infelizmente, parece que empunhar o microfone em cima de um carro de som para defender a categoria não faz parte do perfil dos nossos nobres edis.

OCUPAR O ESPAÇO PÚBLICO JÁ FOI UMA AMEAÇA REAL

Na época filiado ao PCdoB, o então vereador Zequinha Lima foi um parlamentar de dois mandatos extremamente atuante. Com um microfone na mão e um carro de som, ele sabia como ninguém incomodar adversários, e até aliados, sendo presença garantida em qualquer ato em defesa da classe trabalhadora.

O CENÁRIO MUDOU

O mesmo microfone que antes desafiava o poder, na atual legislatura, tornou-se insignificante. Esta postura dócil da Câmara permite que o agora prefeito Zequinha Lima governe sem o incômodo das manifestações de rua. Para a gestão atual, mais vale um vereador em silêncio do que o desconforto do prefeito.

O BUCHICHO É GRANDE

Apesar de não ter mais contato com a "abelhinha", aquela que tudo sabe e tudo vê, e que resolveu deixar de pousar em pé de urtiga, a rádio peão, sempre ligada nos bastidores da política, trouxe novas informações. O veredito é claro: os pré-candidatos a deputado federal Fábio Rueda (União Brasil), Zé Adriano (PP) e Coronel Ulysses (União Brasil) são, hoje, os verdadeiros "queridinhos" do prefeito Zequinha Lima.

E MAIS TI-TI-TI...

Por outro lado, o clima é de insatisfação para os lados de Socorro Neri (PP) e Pedro Longo (agora no MDB). Ambos os parlamentares vestiram a camisa e contribuíram ativamente para a reeleição de Zequinha. No entanto, pelo andar da carruagem, eles parecem estar apenas "vendo a banda passar". O tititi que corre nos corredores da política é que a recíproca não será verdadeira, ou seja, o prefeito não deve retribuir o apoio. E dizem que vem mais bomba por aí.

 


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