Projeto inédito vai mapear identidade étnico-racial de estudantes em Cruzeiro do Sul
Rapidinhas com
UrtigaDoJuruá
Gontran Neto, abril 24, 2026
PONTO
DE CULTURA ARTICULAÇÃO JURUAENSE DE MULHERES (AJM)
A coluna de hoje é dedicada a AJM, que desde 2007 é um pilar de resistência no
Vale do Juruá, combatendo a violência doméstica e as desigualdades que afetam
mulheres cis, trans, pretas e indígenas. Com uma trajetória marcada por
mobilizações históricas, a ONG foi fundamental na conquista da Delegacia da
Mulher e da Casa Abrigo em Cruzeiro do Sul. Além do ativismo, a AJM brilha como
Ponto de Cultura, resgatando saberes tradicionais e promovendo a autonomia
feminina. Uma entidade de utilidade pública que transforma dor em força e
políticas concretas.
1ª
MOSTRA DA IDENTIDADE ÉTNICO-RACIAL ESCOLAR
Com o objetivo de preencher uma lacuna histórica na base de dados educacionais
da região, o Ponto de Cultura Articulação Juruaense de Mulheres (AJM) lança a
"1ª Mostra da Identidade Étnico-Racial Escolar". O projeto, que tem
duração prevista de 12 meses, é patrocinado pela Secretaria de Estado de
Assistência Social e Direitos Humanos (SEASD) do Governo do Acre.
AÇÕES
NAS ESCOLAS: EDUCAÇÃO E PESQUISA
Nesse novo projeto educacional que começa a ganhar corpo, unindo
conscientização social e rigor científico para mapear o perfil dos estudantes e
fortalecer a identidade coletiva. A execução nas escolas selecionadas são
estruturadas em três pilares fundamentais.
OS
PILARES
Conscientização e Direitos - vem Através de palestras educativas, o foco
será a importância da autodeclaração e o enfrentamento direto à violência
doméstica, levando o debate político e social para dentro da sala de aula.
Resgate Identitário: A criação do Mural da
Ancestralidade servirá como uma ferramenta de construção coletiva, voltada
para a valorização da memória afro-brasileira e o fortalecimento do
pertencimento histórico.
Diagnóstico Científico: Para embasar futuras políticas públicas, será
aplicado um questionário digital. A pesquisa vai traçar o perfil
qualitativo e quantitativo dos discentes, transformando vivências em dados
estatísticos precisos.
ACOLHER
PARA TRANSFORMAR: A METODOLOGIA DO IMPACTO REAL.
A metodologia garante a combinação entre o acolhimento pedagógico e a coleta de
dados para gerar um impacto real na formulação de estratégias educacionais mais
inclusivas.
CRIAR
UM MAPEAMENTO ROBUSTO
A iniciativa surge como resposta à escassez de informações detalhadas sobre o
perfil étnico-racial dos alunos do Ensino Fundamental II. Ao identificar e
quantificar esses dados, o projeto pretende criar um mapeamento robusto que
servirá de subsídio para a criação de políticas públicas afirmativas e ações
direcionadas à diversidade no ambiente escolar.
Escola Estadual Presidente Tancredo de Almeida Neves
PRESENÇA
NA ZONA URBANA E RURAL
O projeto possui um alcance ambicioso, prevendo a atuação em 40 unidades de
ensino, em Instituições das redes pública e privada para estudantes
do Ensino Fundamental II, englobando: Escolas da zona urbana e rural de
Cruzeiro do Sul.
ALINHAMENTO
ESTRATÉGICO E PARCERIAS
O projeto em andamento encontra-se em conformidade com o "Programa
Cidadania e Direitos Humanos" do Plano Plurianual (PPA 2024-2027) do
Governo do Estado. Para viabilizar a execução, a Associação Juruaense de
Mulheres (AJM) contará com a colaboração de quatro agentes de pesquisa e
parcerias estratégicas com o Departamento e o Fórum Municipal de Promoção da
Igualdade Racial.
Um Marco para a Sociedade Cruzeirense
Iniciativas como esta são fundamentais para
transmutar a realidade social. Ao priorizar a educação na base, a AJM confronta
as raízes do machismo, da misoginia e do preconceito contra a população negra,
desconstruindo comportamentos retrógrados e intolerantes que impedem o
progresso coletivo. Esse trabalho não é apenas uma ação social; é um marco
civilizatório que redefine o futuro e a dignidade da sociedade cruzeirense.
