BOCALOM: "SOU BOLSONARISTA, MAS FUI CONVIDADO A SAIR DO PL"
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Rapidinhas com UrtigaDoJuruá
COLUNA DO DIA: O
"CHOQUE" DE CARA DE PAU
O pré-candidato Tião Bocalom (PSDB) resolveu ‘aterrissar’ em Cruzeiro do Sul
nesta sexta-feira (17) para vender um Acre que só existe nos delírios de sua
assessoria de marketing. Sabatinado pela Rádio Integração, o ex-prefeito de Rio
Branco mostrou que, se ganhar, pretende transformar o estado na mesma
"Disneylândia" que ele diz ter criado na capital e em Acrelândia.
O FANTASTÍSTICO MUNDO DE BOCALOM
Segundo o pré-candidato, Rio Branco é o suprassumo da gestão: cidade limpa,
segura e com produtores rurais vivendo no paraíso. Chegou a cravar que 80% dos
ramais garantem escoamento de inverno a verão.
CURTO-CIRCUITO NA REALIDADE
Quem vive na lama dos ramais da capital deve ter se perguntado se ele estava
falando da Rio Branco do Acre ou de alguma homônima na Suíça. Bocalom vende um
"choque de gestão" que, na prática, parece mais um curto-circuito na
realidade.
VICE É FIGURANTE
Ao ser questionado sobre o Juruá ter espaço na sua chapa, Bocalom deu uma aula
de arrogância. Deixou claro que "vice é vice" e que a figura precisa,
acima de tudo, "conhecer o seu lugar". Em bom português: ele quer um
boneco de ventríloquo, não um aliado político. O Juruá que abra o olho com
convite para ser coadjuvante de luxo.
O "MESSIAS" MEMÓRIA SELETIVA
O tom beirou o messianismo barato. Bocalom reafirmou ser bolsonarista de
carteirinha e chamou Jair Bolsonaro, a quem se referiu como o salvador da
pátria, de "Messias".
MEMÓRIA SELETIVA
O 'engraçado' é que o pré-candidato teve a audácia de criticar a situação
vergonhosa da BR-364, esquecendo convenientemente de mencionar que seu
"guia espiritual" político teve quatro anos para para manter a BR
trafegando, o problema é que ele deixou a estrada entregue aos buracos e ao
abandono.
CARA DE PAU SEM LIMITES
A maior pérola, no entanto, ficou para o setor produtivo. Bocalom declarou que
a Emater e a Cageacre estão mortas e precisam renascer. É de uma amnésia
seletiva impressionante, ele parece ter esquecido que foi diretor-presidente da
Emater-Acre (entre 2019 e 2020) e sua passagem por lá foi marcada pela
ineficiência e por colecionar desafetos na Assistência Técnica e Extensão
Rural.
FAÇA O QUE DIGO
Bocalom critica as cinzas de um incêndio que ele mesmo ajudou a alimentar
enquanto tinha a caneta na mão. É a política do "faça o que eu digo, não
façao que eu (não) fiz".
COMISSÃO DO SENADO APROVA MISSÃO AOS ESTADOS UNIDOS
A Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou um requerimento para o
envio de uma comitiva de parlamentares aos Estados Unidos. O objetivo oficial
da viagem é acompanhar a situação de brasileiros detidopela imigração
americana.
O CASO ALEXANDRE RAMAGEM
Entre as justificativas apresentadas para a missão, destaca-se a situação do
ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL). Ramagem foi condenado pelo Supremo
Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por participação em atos contra as
instituições democráticas.
FUGITIVO
O ex-parlamentar encontra-se nos Estados Unidos, onde é considerado fugitivo
pela justiça brasileira. A comitiva de senadores pretende discutir a
possibilidade de concessão de asilo político para o condenado.
UM TAPA NA CARA DOS BRASILEIROS
A viagem ainda não é definitiva. Para que a missão internacional seja realizada
com recursos públicos, O texto precisa ser submetido ao Plenário do Senado.
Caso aprovada, a comitiva será custeada pelo erário, o que tem gerado debate
sobre a finalidade da missão e o uso de verbas parlamentares para interceder em
favor de um cidadão condenado pela justiça brasileira.
OS RISCOS À SEGURANÇA INSTITUCIONAL
O histórico de Alexandre Ramagem no Poder Executivo traz implicações que vão
além da sua condenação criminal. O ponto central do alerta reside no acúmulo de
informações sensíveis detidas pelo ex-diretor.
ALERTA
Diferente de um cidadão comum, um ex-chefe da ABIN carrega consigo o que se
chama de memória institucional sigilosa. Portanto, a tentativa de parlamentares
brasileiros de facilitar seu asilo no exterior é vista por críticos não apenas
como um auxílio a um condenado, mas como um fator que pode fragilizar a
segurança e a soberania do Estado brasileiro.
