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Pré-candidato à reeleição, Bittar diz que “trouxe resultados” para o Acre e que os eleitores vão julgar seu mandato

 

O senador Márcio Bittar (PL), pré-candidato à reeleição ao Senado, afirmou que procurou exercer um mandato voltado à entrega de resultados concretos para o Acre e disse acreditar que cumpriu esse objetivo ao longo de sua atuação parlamentar. Segundo ele, a avaliação sobre a possibilidade de recondução ao cargo cabe exclusivamente ao eleitor.

“Quem deve responder isso, com todo respeito, é o eleitor. Eu procurei fazer um mandato que trouxesse resultados para o Acre e acho que consegui”, declarou Bittar durante entrevista ao programa Gazeta Entrevista, da Tv Gazeta, desta sexta-feira, 9.

Bittar destacou que sua passagem pela relatoria do Orçamento da União, durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, foi decisiva para garantir recursos ao estado. De acordo com o senador, a função lhe permitiu direcionar emendas e investimentos em obras de infraestrutura, especialmente na área rural.

“Quando percebi no governo do meu querido amigo Bolsonaro [ex-presidente da República], que eu poderia ser relator do Orçamento, eu me agarrei ao que eu pude ali dentro, porque sabia que era uma oportunidade para o Estado”, destacou Márcio.

Entre os exemplos citados, ele mencionou o viaduto da Corrente, que deverá receber ordem de serviço, além da construção de mais de 50 pequenas pontes de concreto em regiões do Alto e do Baixo Acre, destinadas a melhorar o acesso em áreas rurais. Segundo Bittar, essas ações ainda são frutos de emendas apresentadas durante o governo Bolsonaro e seguem em execução.

Ao falar sobre o cenário eleitoral, o senador afirmou que a campanha será o momento de apresentar à população os resultados do mandato. “A campanha é o momento em que eu vou dizer: ‘olha, no mandato eu consegui isso, consegui aquilo’, e a população vai julgar. Eleição fácil não tem de forma alguma. Então, o eleitor, na minha opinião, vai julgar primeiro o que eu fiz ou deixei de fazer. Como senador, o que eu trouxe para o Estado, o que eu não trouxe, e vai julgar se o meu mandato trouxe resultado ou não”, disse.

Para ele, além do desempenho parlamentar, os eleitores também avaliam o alinhamento político dos candidatos. “E a outra coisa que eu acho é que a população também vai julgar o lado de quem você está”, completou.

Em sua avaliação, o próximo pleito presidencial deverá polarizar novamente entre nomes ligados ao ex-presidente ou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O senador afirmou ainda que, caso o campo político ao qual pertence volte a governar o país, a prioridade será “destravar a Amazônia”.

“Eu não tenho dúvida de que o próximo presidente do Brasil, vou dizer com muita convicção, ou será o mesmo, ou será o Lula pela sexta vez, porque, na verdade, a Dilma [Rousseff] 1 e 2 foram Lula, ou será Flávio Bolsonaro. Pode ter certeza. Flávio Bolsonaro pode ter quantas candidaturas tiver, ele vai para o segundo turno. Isso não muda. A minha obrigação, sendo Flávio Bolsonaro, é que a minha turma, o meu time, destrave a Amazônia. Nós não podemos continuar como estamos. O meu time, se nós voltarmos a governar o Brasil, tem essa obrigação. O meu time está preparado para destravar a Amazônia”, informou o senador.

Nesse ponto, ele criticou o que considera excesso de restrições ambientais e burocráticas que, segundo ele, dificultam obras de infraestrutura e o desenvolvimento da região. Bittar citou municípios acreanos que enfrentam isolamento por falta de estradas e pontes, o que, em sua avaliação, compromete o acesso a serviços básicos como saúde, educação e abastecimentoO senador também defendeu mudanças na política para a Amazônia, afirmando que a região, apesar de rica em recursos naturais, segue como a mais pobre do país. Ele mencionou ainda a situação das terras indígenas, afirmando que há populações vivendo sobre áreas ricas, mas em condições de vulnerabilidade social.

No campo político local, Márcio Bittar negou que tenha adversários dentro do próprio grupo político no Acre. Ele afirmou que nomes como a vice-governadora Mailza Assis (PP), o senador Alan Rick (Republicanos) e o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), não são seus inimigos políticos. Segundo ele, seus adversários estão ligados a partidos de esquerda, como PT, PCdoB e PSOL. Bittar ressaltou que mantém alinhamento com lideranças da direita nacional e disse acreditar que esse posicionamento amplia suas chances de ajudar o Acre e a região amazônica.

“Estou diante de uma impossibilidade. É inegável que hoje a direita nacional me respeita. Eu faço parte desse time, eu sei que se nós vencermos a eleição, a possibilidade que vou ter de ajudar o Acre e a Amazônia é muito grande, e eu tenho que me concentrar nisso. A maior forma de eu ajudar o Estado, ajudar a região Amazônica, é me concentrar em uma reeleição, que não é fácil, mas que é a minha reeleição para o Senado da República”, afirmou o parlamentar.

Por fim, o senador informou que as definições eleitorais do PL para 2026 devem ser discutidas a partir de fevereiro, com o retorno dos trabalhos no Congresso Nacional. De acordo com ele, as decisões sobre candidaturas e alianças nos estados serão tomadas em conjunto entre os diretórios estaduais e o diretório nacional do partido.

“O que vai acontecer em cada estado da federação no que diz respeito ao PL não vai ser decidido apenas pelo diretório estadual, vai ser decidido pelo diretório estadual em sintonia com o diretório nacional. Vamos aguardar. Quem vai coordenar as relações do PL no Brasil são os regionais, mas coordenados pelo nacional. Vamos aguardar”, concluiu.

Por Folha do Acre


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