Juntos e misturados
o Imagem gerada por IA/editada por Gontran Neto
Rapidinhas com UrtigaDoJuruá
Neto Gontran, janeiro 5, 2026
Juntos
e misturados
Parece que PP e MDB caminharão lado a lado em 2026. Falta apenas oficializar a
parceria para que fiquem, de fato, "juntos e misturados", algo que
depende exclusivamente de Gladson Cameli bater o martelo, mas Cameli perdeu o
martelo.
Zequinha e Sales
No entanto, existe uma intriga no meio do caminho, mesmo que a política tenha o
dom de cicatrizar feridas abertas, a situação de Cruzeiro do Sul, entre o grupo
de Zequinha Lima e os Sales, vai precisar de uma verdadeira cirurgia plástica.
Tudo pelo poder
Na campanha de 2024 em Cruzeiro do Sul, PP e MDB protagonizaram cenas que foram
muito além do enfrentamento leal pelo voto. Agressões verbais, calúnias,
respostas e insultos fizeram parte do jogo, mas o fundo do poço foi o uso da
homofobia de forma vil, baixa e vergonhosa por um dos lados. Valia tudo para
tentar melhorar os números negativos nas pesquisas.
Um palanque com muro
Diante dessa possível união, grupos de ambos os lados em Cruzeiro do Sul
levantam indagações inevitáveis: como ficará a relação entre o prefeito
Zequinha Lima e os Sales? O palanque será pequeno demais para os dois? O “Leão
do Juruá” terá estômago para caminhar tranquilamente nas ruas pedindo votos ao
lado do prefeito?
A ponta ainda não foi virada
Resta saber se a harmonia vai prevalecer ou se teremos um palanque dividido por
um muro virtual. Mas, é preciso que o governador encontre o martelo para virar
a ponta do prego. Existe um comentário que Zequinha Lima escondeu essa
ferramenta. Que maldade!
Terrorismo
A atitude do presidente americano de invadir a Venezuela e sequestrar Maduro e
sua esposa tem nome: terrorismo. O pretexto é a democracia, mas o cheiro é de
petróleo. A prepotência imperialista decreta quem manda no mundo, rasgando a
soberania das nações. A pergunta que fica é: se vale para a Venezuela, quem
será a próxima vítima vulnerável a ter suas fronteiras violadas?
Hipocrisia sangrenta
Aqui no Acre, a vergonha é alheia, mas o cinismo é local. Alguns parlamentares
acreanos aplaudem de pé a covardia americana, ignorando as 40 vidas ceifadas no
processo. Curioso notar que são os mesmos que deliriam dizendo que o Brasil
vive uma ditadura, enquanto prestam continência a Jair Bolsonaro, julgado e
condenado como chefe de organização criminosa e artífice de golpe.
Ordem de despejo
Falta vergonha na cara para honrar o voto recebido. Mas o povo não esquece, o
mandato é um empréstimo temporário, e a ordem de despejo virá nas urnas deste
ano.
Dissonância Cognitiva
Já o deputado bolsonarista Coronel Ulysses, em um
surto de retórica, classificou a truculência de Trump como um golpe na
"esquerda criminosa". Aparentemente, o conceito de crime e ditadura
do deputado ultrapassa sua própria capacidade de compreensão lógica.
Aplausos ao negacionismo
Quem aplaudiu o negacionismo e o rastro de mortes
deixado pela Covid-19 não tem moral para apontar o dedo. A tese é simples: para
quem defende o indefensável, a realidade é apenas um detalhe incômodo.
Privilégios e prioridades
O sistema é desenhado para a manutenção do poder.
Além de todas as mordomias do cargo, deputados e senadores têm na mão a
poderosa máquina das emendas parlamentares. Os partidos, por sua vez, tratam a
reeleição dos seus caciques como prioridade zero.
Burro de carga
O resultado é uma disputa desleal e desigual: quem
entra na raia sem mandato acaba, na maioria das vezes, reduzido a "burro
de carga", carregando votos nas costas para garantir a cadeira de quem já
está lá.
Fim das zebras
Esqueça o romantismo das "zebras"
eleitorais. Hoje, a política é território exclusivo de quem tem caixa. O jogo
só é viável para quem tem estrutura financeira robusta. O parlamentar com
mandato tem a faca e o queijo na mão, emendas milionárias para agradar bases e
a fatia gorda do fundo eleitoral.
Renovação comprometida
Esses recursos não apenas desequilibram o jogo,
eles praticamente inviabilizam a renovação, garantindo que o poder continue
circulando apenas no andar de cima.