Estudo aponta mais 365 mil pessoas em situação de rua no Brasil
Crèdito: Tânia Rego\Agência
Brasil
Tâ Tnia Rêgo/Agência
Brasil/Arquiv
O número de pessoas que vivem em situação de rua continua crescendo no país. Em dezembro de 2024 havia 327.925 pessoas vivendo nas ruas do Brasil. No final do ano passado esse número chegava a 365.822 pessoas. Os dados são de levantamento do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, da Universidade Federal de Minas Gerais (OBPopRua/Polos-UFMG), divulgado nesta quarta-feira (14)
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O levantamento foi feito com base nos dados do
Cadastro Único de Programas Sociais (CadÚnico), que reúne os beneficiários de
políticas sociais, como o Bolsa Família, e serve como indicativo das populações
em vulnerabilidade para quantificar os repasses do governo federal aos
municípios.
De
2020 a 2021, quando teve início a pandemia da covid-19, o número de pessoas em
situação de rua havia caído, passando de 194.824 para 158.191 pessoas. Mas em
2022, voltou a subir e vem crescendo de forma contínua desde então.
A maioria dessa população que vive nas ruas se
encontra na Região Sudeste do país, somando 222.311 de pessoas, o que
representa 61% do total no país. Em
seguida aparece a Região Nordeste, com uma população de 54.801 pessoas em
situação de rua.
Só no
estado de São Paulo estão concentradas 150.958 pessoas em situação de rua,
seguida pelos estados do Rio de Janeiro (33.656) e Minas Gerais (33.139). O
Amapá é o estado com o menor número de pessoas nessa condição, somando 292.
Para os pesquisadores do Observatório Brasileiro de
Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, quatro situações podem
explicar esse aumento:
- o fortalecimento do Cadastro Único de
Programas Sociais (CadÚnico) como principal registro da população em
situação de rua e de acesso às políticas públicas sociais do país;
- a ausência ou insuficiência de políticas
públicas estruturantes voltadas para essa população, tais como moradia,
trabalho e educação;
- a precarização das condições de vida
principalmente após a pandemia; e
- as emergências climáticas e deslocamentos forçados na América Latina.
- Fonte: Agência Brasil