MONTANHA-RUSSA ELEITORAL: O IMPACTO PSICOLÓGICO DAS PESQUISAS NA CORRIDA POLÍTICA
Imagem produzida com uso de IA
Urtiga do Juruá
Gontran Neto 21, Setembro 2026
TERMÔMETRO ELEITORAL: SEMANA ABRE
COM DOSE DUPLA
Nesta segunda-feira (21), os eleitores acreanos receberam duas
novas medições do pulso das ruas: os levantamentos do Real Time Big Data e do
Instituto Delta. Ambos posicionam a candidata Mailza Assis (PP) na liderança.
O QUE MUDOU DE SEXTA PARA HOJE
O cenário segue a tendência divulgada na última sexta-feira (18)
pelo Data Control, que apontou vantagem para Mailza Assis (40,4%) sobre Alan
Rick (26,1%). O Instituto Phoenix trouxe leitura divergente ao registrar empate
técnico triplo na disputa pelo Palácio Rio Branco. Considerada a margem de erro
de 3,5 pontos percentuais, a pesquisa mostrou Alan Rick (Republicanos) com
28,6%, Mailza Assis (PP) com 24,1% e Tião Bocalom (PSDB) com 22,8%.
INSTITUTO DELTA APONTA MUDANÇA NA
LIDERANÇA PELO GOVERNO
A nova radiografia do Instituto Delta coloca Mailza Assis no topo
com 39,63% das intenções de voto, seguida por Alan Rick, com 31,39%. Tião
Bocalom registra 12%, Thor Dantas soma 3,83%, Eudo Raffael atinge 0,8% e Dr.
Luizinho marca 0,25%.
O HISTÓRICO RECENTE DO INSTITUTO
ILUSTRA A VIRADA ENTRE OS PONTEIROS:
11 de agosto: Alan Rick liderava com 38,17%, sustentando folga de
13,2 pontos sobre a concorrente.
26 de agosto: Alan aparecia à frente com 32,50%, mas já em empate
técnico com Mailza, que pontuava 29,32% (Bocalom marcava 15,01%).
21 de setembro: Mailza consolida a dianteira com 39,63%,
invertendo a vantagem. Certo ou errado, o fato é que cada mapeamento capta a
oscilação exata do seu momento.
INTENÇÃO DE VOTO: A MEDIÇÃO DO
REAL TIME BIG DATA
O retrato trazido pelo Real Time Big Data nesta segunda-feira (21)
confirma o avanço de Mailza Assis, que assume a dianteira numérica com 36%,
tecnicamente empatada com Alan Rick, que tem 33%. Tião Bocalom figura com 15% e
Thor Dantas pontua 9%.
O HISTÓRICO DO INSTITUTO EVIDENCIA
A RÁPIDA EROSÃO DA VANTAGEM DO SENADOR
18 de julho: Alan liderava com 39% contra 26% de Mailza, uma
distância confortável de 13 pontos percentuais.
27 de julho: A vantagem caiu para 10 pontos (38% a 28%).
21 de setembro: A dianteira desapareceu, convertendo-se em empate
técnico com Mailza numericamente à frente.
CANDIDATURA DESIDRATA COM A SUBIDA
DA TEMPERATURA ELEITORAL
Sem culpar a frieza dos números nem a volatilidade do eleitor, o
fato político é incontestável: a folga que Alan Rick ostentava derreteu.
RELIGIÃO E POLÍTICA: A MISTURA QUE
ME TIRA DO SÉRIO
Tem algumas coisas religiosas que me deixam meio perplexo, talvez
por acreditar em um Deus do amor, da justiça, Jesus Cristo desafiou o sistema
religioso de sua época ao andar com pescadores, cobradores de impostos e
prostitutas, demonstrando um amor que acolhia os marginalizados.
Ele confrontou duramente a mentira, a ganância pelas riquezas e a
hipocrisia dos fariseus, mestres da lei e líderes judeus . Por colocar a
verdade e a misericórdia acima das tradições humanas, foi perseguido e
condenado à morte por essas mesmas autoridades religiosas. Sua vida e mensagem
deixaram um legado eterno de justiça, compaixão e amor verdadeiro.
UM “HOMEM DE DEUS”, SEGUNDO ALAN
RICK
Em pronunciamento publicado em suas redes sociais, o senador Alan
Rick manifestou forte preocupação com o ministro André Mendonça diante do que
classifica como uma crise institucional no Supremo Tribunal Federal. Ao avaliar
o cenário nacional sob a ótica dos conflitos internos na Corte, o parlamentar
recorreu à chancela moral e religiosa, descrevendo Mendonça como um “homem de
Deus” que estaria travando uma batalha solitária contra “forças terríveis” em
nome da Justiça.
CONFORTAVELMENTE RESGUARDADAS
O discurso de Alan Rick, contudo, omite a conveniente assimetria
que cerca a atuação e o silêncio do ministro. Ao erguer uma narrativa de
martírio moral, o senador desconsidera que figuras do mesmo campo de influência
e interlocução direta do magistrado mantiveram-se confortavelmente
resguardadas, enquanto adversários políticos eram reiteradamente desgastados
por vazamentos estratégicos e devassas judiciais. Cobrar ares de santidade a
uma corte que opera sob o pragmatismo do poder ignora que, em Brasília, o
silêncio diante de privilégios de aliados é tão político quanto qualquer voto
de plenário.
LIVRE PARA PENSAR, LIVRE PARA
VOTAR
Na urna como na consciência, a liberdade é quem dá a última
palavra. Assim, adoto a mesma elegância cirúrgica de Alexandre de Moraes ao
recusar a vaga de vice de Jair Bolsonaro: “Eu declino”. Não costumo votar nulo e minha posição
para um eventual segundo turno já tem outra direção. Mas deixo o aviso: se
insistirem nessa palhaçada messiânica de ungir um “homem de Deus” para
transformar os adversários em demônios de encomenda, aí a conversa muda. Para
benzer farsa política e engolir cruzada moralista de conveniência, prefiro
ficar em casa e pagar a multa eleitoral;

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