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GIRO DOS BASTIDORES: AS REVIRAVOLTAS QUE MEXEM COM O CENÁRIO POLÍTICO

 

Imagem gerada por IA

Rapidinhas com UrtigaDoJuruá

Gontran Neto 02, Agosto 2026

NÃO VAI SE CONCRETIZAR

Enquanto o pragmatismo domina a maioria dos acordos, a relação de amizade e gratidão falou mais alto no xadrez político local. O apoio do vereador Franciney Melo (PP) ao seu correligionário, o deputado estadual Nicolau Júnior (PP), dado como certo por muitos, não vai se concretizar.

A FORÇA DA LEALDADE

A decisão do vereador Franciney foi ditada pela lealdade pessoal: seu apoio para a Assembleia Legislativa será dedicado a Marcus Alexandre (MDB). O vereador, desde a época em que era filiado ao Partido dos Trabalhadores, nunca escondeu a consideração nem a gratidão que tem por Marcus, uma postura que se tornou artigo raro na política atual.

CAMINHA COM MAILZA

Mesmo diante das recentes movimentações que mudaram o cenário em Cruzeiro do Sul, Franciney Melo mantém sua lealdade à governadora Mailza Assis, reforçando seu apoio à sua pré-candidatura ao governo.

MUDANÇAS NO XADREZ ELEITORAL: O RECUO DE DELCIMAR LEITE

A pré-candidatura ao Senado do deputado federal Eduardo Veloso sofreu uma reviravolta. A composição que traria Delcimar Leite, vice-prefeita de Cruzeiro do Sul, como sua primeira suplente, anunciada em entrevista de rádio e confirmada em julho, foi cancelada. Delcimar vinha cumprindo todos os ritos legais para viabilizar a chapa, inclusive evitando assumir o comando do Executivo municipal durante as ausências do prefeito para não ficar inelegível.

O MOTIVO DO ROMPIMENTO

A reviravolta ocorreu após Veloso selar aliança com Tião Bocalom (PSDB), postulante ao Palácio Rio Branco. A nova articulação criou um dilema direto para Delcimar: seu marido, o deputado estadual Clodoaldo Rodrigues (PP), integra a base de apoio da pré-candidata Mailza Assis (PP).

SEM CONFLITO

Para evitar um conflito direto dentro do grupo político, a vice-prefeita optou por deixar a chapa, evidenciando como a volatilidade das alianças se sobressai às amizades pessoais na política.

ESTRUTURA PÚBLICA A SERVIÇO DA CONVENÇÃO?

A convenção partidária para homologar as candidaturas do PP e de suas alianças no Acre está marcada para o dia 4 de agosto. Informações enviadas a esta coluna por uma figura política apontam que o governo estadual estaria mobilizando a estrutura pública e de prefeituras aliadas no interior para inflar o evento na capital.

ABUSO DE PODER POLÍTICO E ECONÔMICO?

O objetivo seria dar peso à homologação da pré-candidatura da vice-governadora Mailza Assis e de outros aliados políticos. Se os relatos se confirmarem, a conduta pode configurar abuso de poder político e econômico. Com a palavra, as autoridades e a Justiça Eleitoral. A coluna deixa o espaço aberto caso alguém do governo queira se manifestar

PODER ECONÔMICO EM XEQUE NAS CONVENÇÕES DO ACRE

No lançamento da pré-candidatura de Fábio Rueda (UB), realizado em 20 de junho em Rio Branco, o pré-candidato fez questão de demonstrar força financeira. Para garantir presença no evento, disponibilizou um "jatinho" exclusivo para transportar vereadores da região do Juruá.

VAI TER JATINHO?

À medida que se aproxima a data para a homologação das candidaturas do PP e do União Brasil, o questionamento ganha peso: a estrutura do "jatinho" será repetida para o deslocamento de autoridades até o evento oficial?

CAIR NO CONTO DO VIGÁRIO

Essa expressão popular descreve quem cai facilmente no golpe de um espertalhão. O ditado se encaixa perfeitamente ao analisar os constantes pedidos de doação de recursos para a campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

HÁ IRREGULARIDADE NISSO?

Em tese, não. Pessoas físicas podem fazer doações dentro das regras eleitorais. No entanto, o ponto crítico é a contradição financeira: dos quase R$ 5 bilhões destinados ao Fundo Eleitoral, a maior fatia pertence justamente ao seu partido, o PL, que recebeu R$ 881,7 milhões.

COFRE CHEIO

Mesmo com esse cofre cheio, o hábito de pedir dinheiro aos apoiadores continua firme. Na campanha de 2022, essa estratégia rendeu R$ 4,9 milhões declarados ao TSE. Já em 2023, uma vaquinha via PIX arrecadou R$ 18 milhões diretamente no CPF do ex-presidente sob o pretexto de pagar suas multas judiciais. Pedir dinheiro a quem já financia o partido via impostos é, no mínimo, incoerente, e faz o eleitor cair, novamente, em um velho conto.

 

 


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