Eleições: a corrida pela reeleição política ou manutenção do cabide de emprego?
Nas
próximas eleições, muitos políticos buscarão renovar seus mandatos ou disputar
novos cargos. Mas será que esse interesse existiria se o exercício da política
não fosse tão bem remunerado?
A
política em sua essência não deveria ser encarada como profissão, mas como
prestação de serviço civico transitório ao país. Mandato é uma missão
temporária, e, ao seu término, o indivíduo deveria retornar à sua
profissão. A perpertuação de mandatos por meio da reeleição ou eleição a outros
pleitos compromete a oxigenação do sistema político e deveria ser
revista.
Tanto
o Legislativo, em todas as suas esferas, quanto o Executivo carecem de
renovação constante. É sabido que o poder, a visibilidade pública e as benesses
associadas ao exerício político exercem um fascínio sobre muitos. Contudo,
nenhum político é insubstituível. E não esquecer que muitos daqueles que se
julgavam úteis ou indispensáveis hoje repousam nos cemitérios esquecidos, sem
que o país tenha sentido a sua ausência.
O
eleitor deveria votar apenas em candidatos novos, como resposta aos politicos
carreiristas.
Júlio
César Cardoso
Servidor
federal aposentado
Balneário
Camboriú-SC

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