CPMI do INSS: Ingrid Santos diz que não sabia das movimentações financeiras feitas pelo marido
Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
Em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, Ingrid Pikinskeni Morais Santos negou ter conhecimento das movimentações financeiras das empresas nas quais é sócia com o marido, Cicero Marcelino.
Marcelino foi preso
em novembro em operação da Polícia Federal que investiga descontos indevidos em
aposentadorias e pensões. Ele abriu empresas para a Confederação Nacional dos
Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), uma das
principais entidades investigadas por envolvimento nas fraudes do INSS.
Amparada por um habeas
corpus do Supremo Tribunal Federal (STF), Ingrid não respondeu à maioria
das perguntas feitas pelo relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL).
Ausência de Vorcaro
Durante a reunião, parlamentares do governo e da oposição criticaram o
presidente do banco Master, Daniel Vorcaro, por ter cancelado seu depoimento à
CPMI, após decisão do ministro do STF, André Mendonça, que desobrigou o
banqueiro de comparecer à comissão.
O presidente da CPMI
do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), informou que vai recorrer ao
Supremo Tribunal Federal (STF) após decisão do ministro André Mendonça que
desobrigou o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, de comparecer à
comissão nesta segunda-feira (23).
O senador Márcio Bittar
(PL-C), no entanto, comemorou a decisão do ministro André Mendonça, do STF, que
determinou a devolução dos dados sigilosos de Daniel Vorcaro à CPMI do INSS,
que estavam sob custódia da presidência do Senado.
“O caso Master tem o DNA
do Petrolão, Mensalão e dos recentes escândalos dos Correios e INSS” – disse Bittar.
