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Reunião na Prefeitura de Rio Branco expôs jornalista e colegas ficaram sabendo da exoneração antes

2 de agosto de 2021 | 2.8.21 WIB Last Updated 2021-08-03T11:04:26Z

 


Da redação do Notícias da Hora

Exonerada do cargo de assessora de comunicação da Fundação Garibaldi Brasil (FGB) na quarta-feira, 28/7, a jornalista Katiussi Melo faz mais uma denúncia bombástica. A profissional conta que além do assédio moral e da perseguição que vinha sofrendo dentro da prefeitura de Rio Branco, ela também teria sido vítima de danos morais. Isso teria ocorrido após uma reunião no dia 19 de julho, capitaneada pela editora-chefe da DIRCOM, Melissa Jaires, a qual anunciou aos colegas a demissão antecipada de Katiussi sem que a profissional fosse comunicada primeiro.

"Fiquei sabendo da notícia por terceiros, que mandaram mensagens surpresos querendo saber o motivo para essa demissão. Já que eu estava fazendo meu trabalho direito e em sete meses de gestão jamais havia faltado um único dia de serviço. Trabalhando até mesmo aos fins de semana, feriados e sem direito a folga", acrescentou.

Gritos e ameaças

O assédio moral ocorrera dias antes. Após um plantão no fim de semana, quando o prefeito Bocalom publicou um dos vídeos produzidos pela jornalista, nas redes sociais dele, o diretor de comunicação da prefeitura teria ficado enciumado e a chamou em sua sala, na segunda-feira, dia 6 de julho. Primeiro, Ailton Oliveira a acusou de usar o equipamento da prefeitura em benefício próprio. A jornalista nega.

"Isso é uma acusação absurda, já que o equipamento da DIRCOM havia dado problema e eu fiz imagens e edição tudo com o meu celular", conta Katiussi. Ainda segundo ela, em determinado momento Ailton Oliveira, aos gritos, também teria acusado a profissional de se oferecer para trabalhar em outras secretarias.

"Uma humilhação, porque isso ocorreu no meu local de trabalho, diante dos colegas", lamenta. "Infelizmente o meu trabalho e profissionalismo estava incomodando eles. Nunca precisei ir atrás de secretário para trabalhar. Pelo contrário, vários ofícios chegavam de outras secretarias me solicitando para fazer assessoria. O próprio Ailton Oliveira pediu a minha transferência da FGB para a DIRCOM com a desculpa de me aproveitar melhor nesse setor. Porém eu afirmo: nem no governo do PT eu vi tanta perseguição", concluiu.



Antes da exoneração, presidente da FGB ofereceu cargo fora da comunicação

Na noite de sexta-feira, 23 de julho, às vésperas de ser demitida, o presidente da Fundação Garibaldi Brasil (FGB), Pedro Aragão, pediu uma reunião às pressas, com sua assessoria jurídica, para fazer uma proposta a Katiussi Melo.

O encontro ocorreu fora do horário de expediente e em local inadequado: por volta das 21h30, na sede da Associação Atlética Banco do Brasil (AABB). Durante a reunião, o presidente da FGB, que também é sobrinho da vice-prefeita, Marfisa Galvão, anunciou a jornalista que ela seria exonerada. Porém, Pedro teria dito que tentaria uma vaga numa empresa terceirizada para que ela fosse lotada no Parque Capitão Ciríaco, só que no setor administrativo. Ou seja, fora do jornalismo. "Não te querem mais na comunicação", teria afirmado o diretor da FGB, sem explicar o motivo.



"Prontamente eu recusei essa proposta indecente. E disse que se a exoneração acontecesse eu entraria na Justiça por danos morais e assédio moral. Foi aí que eu percebi que eles estavam de olho mesmo era na minha CEC", relata. "Já que não sou filiada a nenhum partido político e a FGB está entregue ao PSD, que lotou o prédio de militantes políticos e enterrou a cultura do município", afirma.

Aliás, a jornalista também crítica a postura da vice-prefeita, Marfisa Galvão, e do próprio prefeito, Tião Bocalom, no episódio que culminou em sua exoneração.

"Por ser mulher, e sempre chamada de mãezona, eu esperava outra postura da vice-prefeita, que até a procurei, mas não fui atendida. Vale lembrar que eu cheguei a trabalhar durante dois meses no gabinete da Marfisa Galvão como assessora de imprensa", disse Katiussi.




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