GOVERNO RUIM E ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA PÉSSIMA: O TEMPERO DA AMPLIAÇÃO DO ATRASO NO ACRE!

 


Por Edinei Muniz

 

Nesses mais de trinta anos de militância e vivência política, atuando em defesa de temáticas que, na minha condição de mero cidadão, só me poderiam ser exigidas facultativamente, mas que aos políticos com mandato nunca deixaram de ser obrigatórias, aprendi uma "quase regra" no que diz respeito à relação entre Assembléia Legislativa e Governo do Estado.

 

A regra é a mais óbvia da política. Mas elas só brota em ambiente de forte compromisso público por parte dos deputados.

 

A regra é a seguinte: os governos muito ruins, descompromissados e incapazes, como é o caso do governo Gladson, produzem, quase sempre, como efeito natural, um parlamento forte.

 

Ocorre que tal regra não se efetiva na Assembléia Legislativa do Acre diante da notável fragilidade do governo Gladson.

 

O que se nota, é que o governo é ruim e a atuação da Assembléia Legislativa, que deveria ser mais intensa e produtiva para assim ajustar as falhas do governo, não consegue - nem olhando de longe -  responder a tal exigência lógica no campo da produtividade parlamentar.

 

Olho para as pautas acreanas, e são muitas, graves, complexas e sensíveis, e a sensação que tenho é que a Assembléia Legislativa do Acre vive num mundo à parte de tão grave que se mostra o nível de alheamento dos representantes em relação aos seus representados, ou seja, em relação às justas exigências do povo que sofre.

 

A sensação que tenho é que o povo tem uma pauta e a Aleac tem outra.

 

Já faz tempo que é assim,  mas o distanciamento da Aleac frente as pautas acreanas se agravou muito no governo Gladson. Muito mesmo! E isso é gravíssimo!

 

Enfim! Não é só o Governo do Estado e a representação parlamentar acreana em Brasília - vide a atuação medíocre de Petecão e a descompromissada de Bittar -  que estão devendo mais respeito à confiança que receberam dos queridos acreanos.

 

A ALEAC vive um grave surto de descompromisso e isso é por demais visível!

 

E mais! Em meio ao surto de indisposição democrática, que infelizmente ronda o país, a representação popular na Assembléia Legislativa, uma casa que já abrigou nomes tão valorosos, entrou na onda e se apequenou mais um pouco. Estão cavando o fundo do poço!

 

Os nobres parlamentares precisam aprender a filosofia do buraco, que diz assim: "uma vez dentro, pare de cavar!".

 

E a ALEAC se apequenou exatamente quando deveria aproveitar a passagem destes tristes ventos para renovar suas posições de defesa da democracia, assim como, mostrando capacidade de resistência, que é a sua obrigação primeira, ampliar a busca permanente na direção da identificação, tratamento e no necessário encaminhamento de soluções inteligentes frente as demandas que afetam nosso povo, como bem se sabe, muitas, e a maioria, gravíssimas. 

 

Não é por outra razão que o nível de engajamento nas redes sociais dos deputados estaduais anda tão pífio, assim como andam carentes de bons conteúdos  produtivos lá inseridos por parte dos seus titulares.

 

Tais distanciamentos do povo em relação às suas representações não podem jamais ser encarado como normais.

 

São sintomas graves de que algo de muito ruim no meio deles anda ocorrendo nessa relação.

 

De cara, já digo, a culpa não  é do povo. E nem poderia ser, eis que essa é a sua arma disponível para, com todo direito, trocar de representação.

 

Ora, numa casa onde pouco ou quase nada se produz e onde frustrações e cansaços populares em relação a alguns são tão intensos e latentes, o divórcio entre o povo e a sua representação parlamentar me parece algo bem natural. Por sinal, vital, eu diria!

 

Muitos deles, e isso é fato, nem às ruas saem mais e o que ofertam raramente deixa de ser o lançamemto de gasolina no fogo das infindáveis e descompromissadas crises politicas do governo Gladson, quase sempre, com foco na busca de poder pelo mero poder, no "dinheirismo pessoal da maioria" e na manutenção do 'status quo' dos mesmos, claro,  bancados pelo povo.

 

Agora, quando o assunto é jogar fermento na briguinha dos galinhos, aí eles são bons, capazes e produtivos.

 

E nesse banquete de hipócritas, o governo Gladson, que já é fraco, vai ficando mais e mais fraco no meio da guerrinha dos bonitões da ALEAC.

 

E o povo, onde fica nisso tudo? Vai no caixa e paga a fatura da briguinha dos galinhos!

 

Chega! Chega disso! O Acre quer mais!

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