Proposta simplifica quitação de dívidas de Estados e municípios com a União
(Foto: Instagram)
O Senado deve iniciar em breve a análise de
um projeto de lei complementar que visa permitir a compensação de débitos e
créditos entre a União, Estados, Distrito Federal e municípios. A proposta
estabelece um mecanismo de “triangulação financeira” pelo qual entes
federativos e particulares reconhecidos como credores possam liquidar
obrigações recíprocas de forma direta, sem a necessidade de repasses
tradicionais ou aberturas de linhas de crédito adicionais.
Pessoas físicas ou jurídicas que
detenham direitos creditórios líquidos e certos junto à União — como
precatórios federais ou créditos tributários reconhecidos — poderão utilizá-los
para quitar ou amortizar dívidas que tenham com Estados, Distrito Federal ou
prefeituras. A compensação somente será autorizada após manifestação favorável
do Poder Executivo Federal, garantindo segurança jurídica ao processo e
evitando questionamentos judiciais sobre a regularidade da operação.
Em contrapartida, governadores e
prefeitos poderão recorrer aos mesmos instrumentos para liquidar obrigações que
tenham contraído com o governo federal. Esses entes subnacionais utilizarão os
créditos transferidos pelos particulares para abater seus débitos, reduzindo o
montante de recursos que precisariam ser desembolsados em caixa ou tomados por
meio de operações de crédito junto ao mercado financeiro.
Segundo o autor do projeto, senador
Alan Rick (Republicanos-AC), a matéria está em conformidade com os princípios
de cooperação federativa e eficiência administrativa previstos pela
Constituição. Em sua justificativa, o parlamentar ressalta que a proposta
oferece novo fôlego à gestão fiscal de Estados e municípios sem abrir mão de
receitas, promovendo maior agilidade e segurança na recuperação de valores
devidos.
“Essa iniciativa atua em duas
frentes: melhora a recuperação de créditos públicos — incluindo multas, taxas,
contribuições e outros valores inscritos ou cobrados pelo ente — e,
simultaneamente, reduz o endividamento dos entes subnacionais com a União. Na
prática, trata-se de um importante instrumento de reorganização fiscal e alívio
financeiro para Estados e municípios”, afirmou o senador.
Alan Rick acrescentou ainda que
Estados, Distrito Federal e municípios terão liberdade para definir limites e
critérios de uso desse mecanismo, de modo a proteger-se de possíveis abusos ou
de situações em que certos contribuintes dificilmente quitariam suas dívidas. A
expectativa é que a medida incentive uma maior disciplina fiscal e fortaleça o
equilíbrio das contas públicas.
O texto publicado originalmente
pela Agência Senado em 07/10/2026. (Fonte msn)

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