Escala 6x1: Articulação do governo e resistência da oposição

 

Para contornar o interstício regimental entre os dois turnos, a líder do governo no Senado, senadora Teresa Leitão (PT-PE), está coletando assinaturas para um requerimento de calendário especial. O mecanismo exige o apoio de 54 senadores ou de líderes de bancadas que representem esse total. Se aprovado, os dois turnos poderiam ocorrer no mesmo dia, ainda nesta quarta-feira (14), viabilizando a promulgação da PEC antes das eleições. Alcolumbre já sinalizou que pautará o requerimento assim que ele chegar à mesa da presidência.

Do outro lado, senadores de oposição trabalham para adiar a votação para depois do segundo turno. O líder da oposição na Casa, Rogério Marinho (PL-RN), que também coordena a campanha de Flávio Bolsonaro, classificou a discussão como “oportunista” e afirmou que o presidente Lula está “desesperado” para se reconectar com o eleitorado.

A estratégia da oposição passa por protelar ao máximo o andamento dos trabalhos e, se isso não funcionar, apresentar sugestões de modificação do texto, o que obrigaria a proposta a retornar à Câmara dos Deputados, alongando o processo. Marinho defende uma proposta alternativa de sua própria autoria, que flexibiliza a escala de trabalho e prevê remuneração por hora trabalhada, sem garantir o fim da jornada 6×1. A resistência, no entanto, tem limites políticos: segundo Isabel Mega, parlamentares da oposição já admitiram que a PEC é popular demais para votar contra.Escala 6x1:

 


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