Adeus Reservado para Netinho
Atendendo a um pedido expresso feito pelo próprio cantor em vida, os ritos de despedida não foram abertos ao público. O velório e a cremação acontecerão de forma estritamente reservada para familiares e amigos mais próximos.
Apesar do momento de profunda dor, a equipe de Netinho destacou o sentimento de paz que o acompanhou na reta final do tratamento. O cantor costumava compartilhar com os mais próximos que partiria feliz e realizado, afirmando que a vida lhe havia dado muito mais do que jamais ousou sonhar e que levaria consigo o sorriso de cada fã.
O cantor baiano Netino, ícone incontestável do avé music e eternizado pela canção “Milla“, faleceu nesta terça-feira aos 60 anos, em Salvador.
O artista estava
internado no Hospital Aliança Star e lutava contra um linfoma não Hodgkin
— um câncer que afeta o sistema linfático — diagnosticado no ano passado.
Segundo o comunicado oficial divulgado por sua assessoria de imprensa, a causa
da morte foi uma falência renal decorrente da evolução da doença,
que levou a um quadro de disfunção múltipla de órgãos.
A Trajetória
Nascido Ernesto de Souza Andrade Júnior, Netinho começou a desenhar sua história na música no final dos anos 1980. Como vocalista da Banda Beijo, ajudou a projetar o axé para além das fronteiras da Bahia com sucessos como “Beijo na Boca”.
Em 1993, decidiu seguir carreira solo, mas foi em 1996 que ele atingiu o topo das paradas e garantiu seu nome na eternidade da música popular com o lançamento de “Mila”. Com uma introdução inconfundível e refrão contagiante, a música ultrapassou gerações e se consolidou como um dos maiores hinos da história do Carnaval brasileiro.
Histórico de Superação
A trajetória de Netinho também ficou marcada pela resiliência fora dos palcos. Em 2013, o cantor enfrentou graves problemas de saúde e sobreviveu a três acidentes vasculares cerebrais (AVCs), passando por um longo e público processo de reabilitação para voltar a cantar.

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