DATA CONTROL REVELA CENÁRIO ELEITORAL PARA GOVERNADOR

 

Imagem original: Mailza Assis-Secom. Alan Rick – Reprodução e Tião Bocalon: Marcos Araújo

Rapidinha com UrtigaDoJuruá

Gontran Neto 25, Agosto 2026

LEITURA NO TEMPO: A EVOLUÇÃO DAS PESQUISAS AO GOVERNO DO ACRE

A trajetória dos números mostra um cenário de consolidação e disputas acirradas ao longo do ano:

  • 19 de fevereiro (Data Control): Alan Rick despontava na liderança com 35,3%, seguido de perto por Mailza Assis (18,3%) e Tião Bocalom (18,0%). Mais atrás vinham Thor Dantas (2,3%) e Dr. Luizinho (0,6%).
  • 27 de julho (Real Time Big Data): Alan Rick subiu para 38%, enquanto Mailza Assis ampliou sua vantagem no segundo lugar, alcançando 28%. Tião Bocalom marcou 17% e Thor Dantas registrou 7%.
  • 10 de agosto (Travessia): Alan Rick manteve a dianteira com 37%, seguido por Mailza Assis com 29%, Tião Bocalom com 13% e Thor Dantas com 3,7%.
  • 11 de agosto (Delta): Alan Rick registrou 38,17%, Mailza Assis apareceu com 25,15%, Tião Bocalom com 14,02% e Thor Dantas com 3,48%.
  • 24 de agosto (Data Control): Mailza Assis com 34,9%, Alan Rick 27,5%, Tião Bocalom 15,3%, Thor Dantas 2,0% e Eudo Raffael com 0.9% e Dr. Lusinho com 0,6% fecham o mais novo levantamento.

NOVOS NÚMEROS, NOVO LÍDER

A disparada de Mailza: O comparativo entre as duas rodadas do Data Control expõe uma guinada relevante na dinâmica eleitoral. Em fevereiro, Mailza Assis ocupava a segunda posição com 18,3%, praticamente empatada com Tião Bocalom (18,0%). Seis meses depois, saltou para 34,9%,  um crescimento expressivo de 16,6 pontos percentuais que a colocou no topo.

A retração de Alan Rick: Alan Rick, que despontava com uma liderança sólida de 35,3% no início do ano (uma vantagem de 17 pontos sobre Mailza), nesse levantamento viu sua margem encolher 7,8 pontos percentuais, caindo para 27,5%.

A força da espontânea: Além da ultrapassagem na pesquisa estimulada, a vantagem de Mailza na espontânea (22,2% contra 12,5%) sugere que seu nome ganhou forte recall e consolidação direta na memória do eleitorado, alterando o eixo de favoritismo na disputa pelo governo do Acre.

OS NÚMEROS PARA O SENADO

Gladson Cameli lidera com 31,2%; Márcio Bittar (16,5%) e Jorge Viana (16,3%) aparecem empatados tecnicamente. Na sequência vêm Mara Rocha, com 8,8%; Sérgio Petecão, com 6,4%; Eduardo Velloso, com 4,8%; Júnior Feitosa, com 1,0%; e Inácio Moreira, com 0,6%. Votos brancos, nulos ou nenhum somam 5,9%, e os eleitores que não souberam ou não responderam representam 8,6%.

NO SEGUNDO VOTO

O senador Márcio Bittar lidera com 21,8%, seguido por Mara Rocha (13,6%), Gladson Cameli (12,8%), Jorge Viana (10,9%), Sérgio Petecão (9,4%), Eduardo Velloso (5,4%), Júnior Feitosa (1,7%) e Inácio Moreira (1,2%). Outros 8,2% declararam voto branco, nulo ou nenhum, enquanto 15,1% não souberam ou não responderam.

ELEGIBILIDADE É QUESTINADA

Existe um fator determinante na corrida pelas duas vagas ao Senado pelo Acre: a situação jurídica do ex-governador Gladson Cameli. Embora apareça na liderança nas pesquisas, sua elegibilidade é questionada à luz da Lei da Ficha Limpa, em razão da condenação proferida pela Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) a 25 anos e 9 meses de reclusão.

INDEFINIÇÃO JURÍDICA NA DISPUTA

Enquanto não houver uma definição final da Justiça Eleitoral sobre o deferimento ou não de sua candidatura, os números das pesquisas refletem um cenário de incerteza no tabuleiro político.

REVIRAVOLTA NO VALE DO JURUÁ

Com a proximidade das eleições, as articulações políticas no Vale do Juruá ganham novos contornos. A novidade do momento é a aliança firmada pelo vereador Mazinho da BR (MDB) com o candidato à reeleição, deputado Nicolau Júnior (PP).

ROMPIMENTOS E NOVAS ALIANÇAS NO JURUÁ

O movimento consolida um rompimento com antigos aliados, uma vez que Mazinho deixa de apoiar a correligionária Antônia Sales (MDB), que disputa o mesmo espaço eleitoral. A decisão encerra uma longa parceria política entre o vereador e o candidato a deputado federal Vagner Sales, já que Mazinho optou por caminhar ao lado de Fábio Rueda (União Brasil) na disputa pela Câmara Federal. No fim das contas, a política é feita de ciclos, e toda transição impõe novos rumos.

FIM DA ESCALA 6X1: O JOGO BRUTO EM BRASÍLIA

O governo Lula e sua base correm contra o relógio para tentar aprovar o fim da escala 6x1 antes do calendário eleitoral. Nos bastidores, a oposição já articula resistências: o senador Flávio Bolsonaro mobiliza aliados para travar a votação da PEC, calculando que a eventual aprovação do modelo 5x2 daria um forte impulso eleitoral a Lula.

CIMENTO E CONCRETO

Enquanto isso, corre por fora uma proposta alternativa do PL, duramente criticada por não trazer avanços reais à rotina de quem vive do trabalho. O cenário é claro: se a pauta não avançar a tempo, ou seja antes das eleições e o governo for derrotado nas urnas, a matéria corre sério risco de ser sepultada de vez sob cimento e concreto.

FIQUE DE OLHO

A classe trabalhadora acreana precisa ficar atenta à movimentação dos três senadores do Acre para cobrar coerência e ver, na prática, quem realmente defende a pauta dos trabalhadores.

 


Veja Também:
Copied!

Últimas Notícias

  • DATA CONTROL REVELA CENÁRIO ELEITORAL PARA GOVERNADOR
  • DATA CONTROL REVELA CENÁRIO ELEITORAL PARA GOVERNADOR
  • DATA CONTROL REVELA CENÁRIO ELEITORAL PARA GOVERNADOR
  • DATA CONTROL REVELA CENÁRIO ELEITORAL PARA GOVERNADOR
  • DATA CONTROL REVELA CENÁRIO ELEITORAL PARA GOVERNADOR
  • DATA CONTROL REVELA CENÁRIO ELEITORAL PARA GOVERNADOR

Postar um comentário