ALAN RICK E MAILZA ASSIS DIVIDEM PREFERÊNCIA DO ELEITORADO, SEGUNDO INSTITUTO DELTA
Imagens organizadas através de IA
Rapidinhas com
UrtigaDoJuruá
Gontran Neto 26, agosto 2026
NOVA PESQUISA PARA O GOVERNO DO ACRE: POLARIZAÇÃO E DISPUTA ABERTA
Pesquisa divulgada pelo Instituto Delta nesta quarta-feira (26) coloca o senador Alan Rick (Republicanos) na liderança com 32,50%, seguido de perto pela vice-governadora Mailza Assis (PP), que atinge 29,32% das intenções de voto. O prefeito Tião Bocalom (PSDB) aparece em terceiro, com 15,01%, enquanto Dr. Thor Dantas (PSB) registra 3,38%, Dr. Luizinho (Agir) pontua 0,80% e Eudo Rafael (PCB) soma 0,20%. Brancos e nulos totalizam 4,27%, e os indecisos chegam a 14,52%.
DATA CONTROL VS. INSTITUTO DELTA: CONVERGÊNCIA NO AFUNILAMENTO
O comparativo entre
os levantamentos mais recentes consolida um cenário de polarização intensa:
Data Control
(segunda-feira, 24): Mailza Assis liderava com 34,9%, contra 25,5% de Alan Rick
e 15,3% de Tião Bocalom.
Instituto Delta (quarta-feira, 26): Alan Rick e Mailza Assis aparecem em situação de empate técnico no limite da margem de erro, mantendo Bocalom isolado na terceira colocação (15,0%).
DOIS COMPETIDORES?
Ambos os institutos convergem em um ponto central: a eleição virou uma corrida de dois competidores. A Bocalom falta tração para romper a barreira dos 15% e entrar na briga pelo segundo turno.
TENDÊNCIA: O FÔLEGO DE MAILZA E O SINAL DE ALERTA PARA ALAN
O cruzamento dos
dados internos do Instituto Delta (11 de agosto contra 26 de agosto) escancara
trajetórias opostas:
Alan Rick: caiu de
38,17% para 32,50% (recuo de 5,67 pontos percentuais).
Mailza Assis: subiu
de 25,15% para 29,32% (avanço de 4,17 pontos percentuais).
Tião Bocalom:
oscilou de 14,20% para 15,00% (+0,80 p.p.).
Dr. Thor Dantas: oscilou de 3,48% para 3,38% (-0,10 p.p.).
FOTOGRAFIA DO MOMENTO
A 39 dias da votação, a fotografia do momento revela uma dinâmica clara: Mailza ganha tração e embala na reta decisiva, enquanto Alan Rick vê sua vantagem confortável se desgastar semana a semana. A campanha entra na fase em que o timing e o controle de erros definirão quem chega ao topo.
NÚMEROS DO INSTITUTO DELTA PARA O SENADO: A DISPUTA PELAS DUAS VAGAS
Com duas cadeiras
em jogo para o Senado Federal pelo Acre, o Instituto Delta testou dois cenários
para medir a preferência do eleitorado:
Primeiro cenário
(com Gladson Cameli)
Márcio Bittar (PL):
18,84%
Gladson Cameli
(PP): 16,60%
Mara Rocha
(Republicanos): 14,07%
Jorge Viana (PT):
12,77%
Sérgio Petecão
(PSD): 9,84%
Eduardo Veloso
(Solidariedade): 5,82%
Júnior Feitosa
(DC): 2,98%
Inácio Moreira
(PSOL/Rede): 1,24%
Nesta simulação, os
três primeiros colocados (Márcio Bittar, Gladson Cameli e Mara Rocha e Jorge
Viana) figuram em situação de empate técnico dentro da margem de erro,
que é de 3,1 pontos percentuais mantendo a briga pela liderança totalmente
aberta.
Segundo cenário
(sem Gladson Cameli)
Márcio Bittar (PL):
21,32%
Mara Rocha
(Republicanos): 17,20%
Jorge Viana (PT):
14,61%
Sérgio Petecão
(PSD): 12,13%
Eduardo Veloso
(Solidariedade): 6,51%
Júnior Feitosa
(DC): 3,48%
Inácio Moreira
(PSOL/Rede): 1,49%
Sem a presença de Cameli, Márcio Bittar se isola na ponta com mais de 21%. O equilíbrio se desloca para a disputa pela segunda vaga, onde Mara Rocha, Jorge Viana e Sérgio Petecão protagonizam um empate técnico acirrado.
NEUTRALIDE JORNALÍSTICA?
A dita "neutralidade jornalística" é uma ficção conveniente. A imparcialidade absoluta não existe por um motivo estrutural básico: o jornalismo é feito de escolhas. No instante em que uma redação decide o que vira manchete, o que vai para o rodapé e o que é sumariamente ignorado, ela já tomou um lado.
NEUTRO É XAMPU DE BEBÊ: O MITO DA IMPARCIALIDADE
A hierarquização da notícia, o enquadramento do fato e o adjetivo escolhido nunca são inocentes. Disfarçar essas decisões editoriais sob o manto da "isenção" é apenas um artifício retórico para blindar interesses e amortecer o debate. No jogo da informação, as regras raramente são simétricas, há sempre um lado com mais peso na balança. Neutro, de fato, só xampu de bebê; o resto é narrativa calculada para vender uma falsa pureza.
AOS AMIGOS, TUDO; AOS INIMIGOS, O RIGOR DA LEI
Não há eufemismo técnico que justifique o servidor público, seja comissionado ou concursado, que simplesmente ignora a folha de ponto. O que alguns cinicamente chamam de "flexibilização de jornada" nada mais é do que o bom e velho compadrio travestido de ato administrativo.
FEUDO PARTICULAR?
Quando o controle de presença vira opcional para os apadrinhados da vez, o Estado deixa de ser uma instituição pública para funcionar como um feudo particular bancado pelo contribuinte. A conivência com o absenteísmo e com o privilégio não é incompetência; é método. Em um sistema corrompido pela troca de favores, a velha máxima segue implacável: aos aliados do poder, concede-se a vista grossa; aos demais, impõe-se a mão pesada da burocracia.
A MATEMÁTICA DO CRIME ELEITORAL
Em período eleitoral, o respeito à lei virou item opcional na planilha de campanha de alguns. A impunidade é tão previsível que muitos candidatos já operam na lógica do cálculo de risco: compensa mais atropelar a legislação agora para consolidar votos e delegar o estrago jurídico, meses depois, a bancas milionárias de advogados. O mandato se conquista no fato consumado; a multa se discute depois.
CONVITE OU COAÇÃO?
O sintoma mais descarado dessa postura é a metamorfose do "apoio político" em chantagem declarada. Entidades, lideranças sindicais e associações de classe que convocam seus filiados para comícios e reuniões partidárias não estão fazendo convites, estão distribuindo ordens de serviço. Quando a recusa em aplaudir determinado palanque acarreta retaliação, perda de benefícios ou isolamento funcional, o ato perde qualquer verniz democrático e se torna coação pura.
LIBERDADE INDIVIUAL
Tratar o voto do trabalhador como cota garantida de plateia não é articulação política; é abuso de poder e desrespeito explícito à liberdade individual.

Postar um comentário