Operação Catilinárias II investiga reprodução do suposto esquema criminoso em outros seis municípios.

 Prejuízo é de pelo menos R$ 740 mil


A Controladoria-Geral da União (CGU) participa, nesta terça-feira (24/05), da Operação Catilinárias II. O trabalho é realizado em parceria com a Polícia Federal (PF). O objetivo é investigar fraudes em contratos de transporte escolar executados nos municípios tocantinenses de Gurupi, Figueirópolis, Jaú, Paranã, Peixe e São Salvador.

As irregularidades foram identificadas pela CGU durante apurações realizadas em 2017 nos municípios de Araguaína e Gurupi, no âmbito do 4º Ciclo do Programa de Fiscalização em Entes Federativos.

 A segunda fase da Operação Catilinárias tem foco em seis municípios da região sul do Estado, o que demonstra a extensão e complexidade do suposto esquema. As investigações identificaram indícios de conluio entre várias empresas para fraudar as licitações. As propostas de preço teriam sido elaboradas pela mesma pessoa, antes mesmo da abertura dos processos licitatórios.

 Em acordo de colaboração premiada firmado com Ministério Público Federal (MPF), os investigados revelaram que o total de quilômetros percorridos pelos veículos era ampliado para permitir o superfaturamento dos pagamentos. O valor indevido, mais de R$ 740 mil, seria destinado a agentes públicos, inclusive para a realização de festas e aquisição de presentes.

 A Operação Catilinárias II cumpre 14 mandados de busca e apreensão em sete cidades do Tocantins e em Goiânia (GO). Os trabalhos contam com a participação de 60 policiais federais e de dois auditores da CGU.

 

 

 

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