Em ano eleitoral, governo segue sem líder no Senado - Por Mariano Maciel


Sem liderança

Passados dois meses desde que Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) deixou a liderança do governo no Senado, o Palácio do Planalto segue cercado de indefinições sobre quem vai cuidar da articulação na Casa Legislativa onde o presidente Bolsonaro acumulou a maior quantidade de reveses.

* Os nomes mais fortes para assumir o posto, vago desde o dia 15 de dezembro, são Marcos Rogério (PL-RO) e Eduardo Gomes (MDB-TO), que já ocupa a liderança do governo no Congresso.

Resistência na esquerda 

Maioria dos dirigentes prefere adotar postura neutra ou candidatura própria no primeiro turno. Em meio aos acenos entre o pré-candidato do PT ao Palácio do Planalto, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente do PSD, Gilberto Kassab, em torno de uma aliança já no primeiro turno da corrida eleitoral, lideranças de 16 estados da sigla resistem ao acordo nacional com os petistas.

Independência na PF

O pré-candidato a presidente Sergio Moro (Podemos) defenderá, em seu programa de governo, independência funcional para o diretor-geral da Polícia Federal, nos moldes da que já existe atualmente para o comando das agências reguladoras, por exemplo.

* A ideia é que o diretor tenha mandato fixo e seja sabatinado pelo Senado, eliminando assim a possibilidade de ser afastado pelo presidente da República ou ministro da Justiça.

Federação partidária I

Após reunião, dirigentes do MDB, União Brasil e PSDB admitiram a possibilidade de abrirem mão de suas pré-candidaturas na esfera nacional e estadual para tentar formalizar uma federação partidária até meados de março. Se concretizado, o acordo prevê que as siglas caminhem juntas pelos próximos quatro anos.

Federação partidária II

Enquanto isso, a Executiva do PT se reuniu recentemente para discutir a federação partidária que a legenda negocia com PSC, PCdoB e PV, mas não houve deliberação.

* Integrantes petistas manifestaram dúvidas e preocupações sobre a operação política em andamento.

Trégua I 

As lideranças do Acre deram trégua às divergências político-partidárias, comuns em ano eleitoral, pela recuperação da BR 364. Sentados à mesma no DNIT, o governador Gladson Camelí, parlamentares federais, estaduais e prefeitos de variados partidos, falaram a mesma língua como forma de adquirir recursos do governo federal para evitar o fechamento da rodovia.

Trégua II

Quem não dá trégua na Câmara é o deputado Léo Brito e o alvo do petista acreano é o governador do Acre. Desta vez, Leo pediu ao Ministério Público Federal que investigue  Gladson Cameli por supostos ataques de improbidade em distribuição de cargos.

Frase

“Foi sacramentada a contratação do nosso escritório para atuar na campanha eleitoral do presidente Jair Bolsonaro" - Tarcísio de Carvalho Neto, ex-ministro do TSE

 

  

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