* Tentativa de Censura

 


Por Edinei Muniz

 

Tenho ótima relação com o ex-governador Jorge Viana. Aliás, sempre fomos dois bons cavalheiros um com o outro, até mesmo na maioria dos nossos piores dias. Mas não em todos! 

 

A maior parte do que tinha para falar do Jorge já falei publicamente. Foi um adversário produtivo e competente, assim como confirmo quando me chegam aos ouvidos por aí que foi um excelente governador.

 

Mas, tanto ele quanto eu, somos pessoas públicas e,  como tal, devemos tratar as diferenças publicamente.

 

E é exatamente por isso que o trago hoje ao debate público para um necessário ajuste, ao julgo, e sob integral testemunho, da população do nosso amado Estado do Acre.

 

Já fazem 20 anos que a tentativa de censura do Jorge à minha pessoa ocorreu. Não guardo mágoas públicas! Já o perdoei!

 

No entanto, como homem público, jamais retirarei o direito do meu amado povo acreano - a quem devo integral lealdade -  de saber disso.

 

Foi assim...

 

A infeliz tentativa de censura se deu em 2001, após uma entrevista que concedi ao falecido jornalista Jorge Said.

 

O Jorge Viana se incomodou pq contestei o equívoco que seria a concessão de florestas públicas como aval em empréstimos externos.

 

Segundo me contaram, ao tomar conhecimento da entrevista que eu havia concedido, Jorge, após esmurrar uma mesa de vidro, com ira destinada à minha pessoa, fez pressão junto à direção do PSB, em tentativa - em vão - de tentar me obrigar a uma retratação pública e censura. 

 

Como não cedi e jamais cederei diante de ataques dessa natureza, acabei tendo que deixar o PSB e rompi com o ex-governador Geraldo Mesquita, que era o presidente do partido à época.

 

Moral da história! O Jorge já tentou me censurar! E censura não admito e não aceito!

 

E não admito e não aceito em hipótese alguma! 

 

Censura é deslealdade. E deslealdade não admito!

 

E inadmito exatamente pq sou leal demais para receber deslealdade como oferta vinda de adversários sem, prontamente, reagir. E não é por outra razão que ao longo desses anos acumulei largo histórico de luta em defesa da liberdade de expressão, todos, fatos amplamente registrados pela mídia.

 

Deslealdade por parte do Jorge, é fato, ocorreu! Fato!

 

O pior é que o referido ato de deslealdade afetou gravemente minha relação com uma pessoa muito estimada, no caso, o ex-governador Geraldo Gurgel de Mesquita, honrado presidente do meu partido à época, o PSB, aquele que foi  melhor e mais democrático dos partidos que passei.

 

O episódio afetou tanto que meu querido mestre, o Mesquita, pessoa de imensa importância na minha formação política, faleceu sem saber que eu jamais deixei de ser seu melhor amigo. 

 

E é exatamente por isso que faço questão que o ex-senador Geraldinho Mesquita, filho do ex-governador Geraldo Mesquita, em nome do seu pai, saiba também disso.

 

Tentativas de reaproximação  com o seu pai eu fiz, Geraldinho!

 

Ele, infelizmente, os recusou!

 

Mas, mesmo assim, nunca deixei de reconhecer o valor que ele teve na minha formação política, e também como grande amigo, fato este, já amplamente manifestado e registrado por mim publicamente por diversas vezes.

 

Quanto ao Jorge Viana, é como já falei, tá perdoado! Só espero é que ele tenha se arrependido e amadurecido daqueles dias para os atuais. 

 

Acho que amadureceu!

 

Edinei Muniz

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