Perpétua Almeida quer proibir que militares da ativa assumam cargo no governo

 


(crédito: Ana Rayssa)

Uma proposta de emenda constitucional (PEC) em elaboração pela deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC) para proibir que militares da ativa das Forças Armadas ocupem cargos dentro do governo federal tem ganhado cada vez mais adesão dentro da Câmara. Das 171 assinaturas necessárias para que passe a tramitar na Casa, o documento já tem o apoio de pelo menos 118 deputados.

 

Deputados que apoiam a restrição à presença de militares da ativa em funções no Executivo federal dizem que a medida é necessária para preservar a imagem das Forças Armadas diante da sociedade. Devido ao caso do ex-ministro da Saúde, muitos dizem que a credibilidade da instituição foi manchada e há dúvidas entre a população de qual é o verdadeiro papel de Exército, Marinha e Aeronáutica.

 

Perpétua diz que mesmo militares, em especial do Exército, apoiam o debate da PEC no Parlamento. Pela proposta da deputada, quem tem menos de 10 anos de serviço deveria pedir afastamento para assumir algum posto no governo, enquanto militares com mais de uma década nas Forças seriam obrigados a entrar na reserva antes de aceitar o convite para integrar a administração pública federal.

 

“Temos que reforçar o papel de instituições de Estado como as Forças Armadas, bem como tirar a política de dentro dos quartéis. Exército, Marinha e Aeronáutica não são instituições de governo, por mais que o presidente Jair Bolsonaro se refira a elas como ‘minhas Forças’. As Forças não servem a um governo, elas servem à nação”, afirmou a deputada.

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