Intervenção de Mecias de Jesus repercute por todo o país



Instalada há menos de dois meses no Senado, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga as ações do governo federal e o uso de verbas da União no combate a covid-19, segue curso sinuoso que parece fugir ao desejo dos que pretendem responsabilizar a gestão Bolsonaro pelos transtornos da doença causados no Brasil.

 

A narrativa, que parecia inculpar o presidente da República pelo agravamento da crise devido ao fato de não ter adquirido vacinas no início da pandemia, quando elas simplesmente inexistiam, caiu logo no início por óbvias razões. A visível politização da questão transmite a impressão de ser o mote principal de reais desencontros.

 

A CPI é formada por onze titulares e sete suplentes. Apesar de incontáveis divergências, vem deixando patente o reinante clima de impotência com relação a medidas tomadas para a contenção do ciclo pandêmico, provocando frustrações e desencantos.

 

Na condução dos trabalhos, o presidente da Comissão, Omar Aziz (PSD/AM), e o seu relator, Renan Calheiros (MDB/AL), têm sido apontados por alguns senadores como “parciais” e persistentes na tarefa de direcionar depoimentos, pois estariam forçando convidados a expressarem opiniões que se coadunem com as suas próprias.

 

Tais referências têm produzido alguns atritos, mas também momentos de humor entre integrantes e participantes, com finas tiradas que repercutem e suavizam tensões. Como a do senador Mecias de Jesus (Republicanos/RR), quando do depoimento do ministro Marcelo Queiroga (Saúde), na CPI da Covid-19.

 

Insatisfeito com a forma de questionamento, o representante roraimense dirigiu-se ao presidente da CPI, Omar Aziz, e declarou o seguinte:

 

“Com todo respeito que tenho a Vossa Excelência e ao relator, Renan Calheiros, não se pode impor, ao ministro (Marcelo Queiroga), a resposta que o relator quer. Ele faz a pergunta e o ministro responde. Agora, se ele quer a mesma resposta, teria que fazer uma sessão de hipnose, antes, para um ficar no modelo mental do outro”.

 

A intervenção ecoou nos principais blogs de redes sociais do país, inclusive no “Te Atualizei”, da mineira Bárbara, que conta com o expressivo n
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