“CPI não terá efeito algum”, diz Arthur Lira

 


Por Mariano Maciel

Circunstância política

Incomodado com o trabalho da CPI da Covid no Congresso, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), defende que não houve atraso na compra de vacinas da Pfizer. Caso o governo Bolsonaro tivesse adquirido os imunizantes antes, diz Lira, “não teria resolvido o problema da pandemia”.

* Ele lamenta as mais de 500 mil mortes por Covid-19 no Brasil, mas alega que essa tragédia não é motivo para instaurar um processo de impeachment contra o presidente da República. De acordo com Lira, falta uma circunstância política.

CPI nos estados

Enquanto senadores governistas pressionam a CPI da Covid para apurar os repasses do governo federal aos estados, deputados estaduais pelo país instalaram comissões próprias nas Assembleias Legislativas para investigar supostas irregularidades na gestão da pandemia. As apurações miram desde o uso de recursos federais nos estados no combate ao vírus ao aumento no preço de medicamentos e insumos. 

* Em Minas Gerais, a CPI dos "fura-filas" apura irregularidades na aplicação de vacina contra Covid-19 em servidores da Secretaria estadual de Saúde que não atuam no combate direto à pandemia.

Distritão e voto proporcional

Diante do impasse sobre a mudança do sistema eleitoral do Legislativo, a relatora da proposta na Câmara, Renata Abreu (Podemos-SP), passou a apresentar aos partidos a alternativa de um modelo misto, em que metade dos deputados seria eleita da forma atual e a outra parte pelo distritão.

* Criticado por cientistas políticos, o distritão prevê que os candidatos mais votados em cada   fiquem com as vagas. Já no sistema em vigor, o proporcional, a definição é feita levando em conta os votos em todos os candidatos do partido e em legenda.

O troco

Em carta, Nise Yamaguchi diz ter sido “humilhada” por senadores na CPI da Pandemia. A médica abriu processo contra Omar Aziz e Otto Alencar e pediu R$ 360 mil em indenização.

Em busca de apoio

Apontado como favorito do presidente Jair Bolsonaro para assumir a próxima vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado-geral da União, André Mendonça, tem feito um esforço para driblar as objeções ao seu nome no Senado, onde sua indicação teria que ser aprovada.

* Ele já se reuniu com cerca de 40 dos 81 membros da Casa e amanhã e com o grupo “Vanguarda”, formado por DEM, PL e PSC, que agrega 11 senadores no total.

Resistência

Sem traquejo político, o servidor de carreira enfrenta resistência por parte das duas maiores bancadas da Casa — o MDB, com 15 parlamentares, e o PSD, com 11 integrantes. Até mesmo aliados do governo como o ex-presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), não têm Mendonça como opção preferencial.

Durou pouco

Após três meses no cargo, a superintendente do Ibama no Acre, Helen de Freitas Cavalcante, foi exonerada no último dia 18 pelo ministro Ricardo Sales.

* A advogada foi nomeada no mês de março.

Frase

“Voto impresso é nocivo e caríssimo” – Carlos Velloso, ex-presidente do TSE.

 

 

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