Pesquisas refletem o momento; eleição se ganha nas urnas

 


Por Mariano Maciel

Guerra das pesquisas

O eleitor brasileiro vai ser bombardeado com pesquisas para todos os gostos até as eleições de 2022. Como elas refletem o momento e, naturalmente, interesses políticos, não é bom contar vantagem antes do tempo. Eleição se ganha nas urnas.

* A pesquisa mais recente do PoderData mostra, por exemplo, que a rejeição ao ex-presidente Lula (PT) para as eleições de 2022 cresceu e agora rivaliza com a do presidente Bolsonaro. A parcela dos que não votariam "de jeito nenhum" no petista subiu p.p. e atingiu 50%. O chefe do Executivo tem 49%.

Engessando a oposição   

A Câmara aprovou nesta um projeto de resolução que muda o regimento interno para limitar as ferramentas que a oposição pode usar para criar obstáculos em votações. Com aval do presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), a urgência do projeto de resolução foi aprovada na terça-feira passada, depois de acordo feito por ele com a oposição e o Novo para tentar amenizar o texto.

Arapuca?

O direito ao silêncio concedido ao ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazueello, na CPI da Covid foi parcial. Ele só poderá se recusar a responder a pergunta que possa incriminá-lo.

* Pazuello será obrigado, no entanto, a dizer a verdade em questão sobre fatos e condutas de outras pessoas.

A ordem é manter calma

Em conversas reservadas, senadores têm dito a Renan Calheiros que ele terá de manter a fleuma para não dar discursos aos adversários. Nos últimos dias, avaliam alguns, com a viagem de Bolsonaro a Alagoas, Renan mordeu a isca, exagerou ao pedir a prisão de Fábio Wajngarten e ainda pode perder o depoimento de Pazuello.

Boicotes e confrontos

Um dia depois da discussão protagonizada na CPI da Covid por seu filho e o relator da comissão parlamentar de inquérito, senador Renan Calheiros (MDB-AL), o presidente Bolsonaro foi ao reduto político do senador alagoano. Bolsonaro participou de uma série de eventos públicos ao lado do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), adversário de Renan no Estado, e do senador Fernando Collor (Pros).

* O Estado é governado por Renan Filho, que não compareceu às solenidades. Alvo recente de ataques do próprio presidente, Renan Filho, filho do relator da CPI, adotou o mesmo comportamento de outros governadores da região, que têm preferido boicotar as visitas de Bolsonaro.

Dificultando estratégia do governo  

Considerado, até então, um aliado do presidente Jair Bolsonaro, o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, surpreendeu os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia ao rechaçar, ontem, algumas das principais bandeiras bolsonaristas.

 *Barra Torres criticou o discurso antivacina do presidente e se contrapôs ao presidente no uso de máscaras. Além disso, ele confirmou a tentativa de alteração, por meio de decreto presidencial, da bula da cloroquina, para que o medicamento fosse indicado para o tratamento da covid-19. 

Frases da semana

“Vagabundo” – do senador Flávio Bolsonaro ao senador Renan Calheiros.

“Vagabundo é o senhor, que roubou dinheiro do pessoal do seu gabinete – do senador Renan Calheiros rebatendo o senador Flávio Bolsonaro.

 

 

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