Especialista em doenças infecciosas insta a não viajar para o Brasil para evitar o caos sanitário

ALERTA. Especialista afirma que já estão a circular novas estirpes no país devido ao aumento de casos. DIMINUIR O CONTÁGIO. Pedem para tornar a quarentena obrigatória para todos os que regressam do país vizinho.


Os profissionais brancos exigem a ordem pública para reforçar os controlos de saúde e exortam os cidadãos a evitar viajar para o estrangeiro, especialmente para o Brasil, porque estas novas estirpes poderiam gerar um caos sanitário, tendo em conta a situação epidemiológica do país, com um grave aumento dos casos positivos e das mortes, juntamente com o colapso do sistema de saúde devido à falta de camas de cuidados intensivos e à falta de medicamentos.

O médico da doença infecciosa Tomás Balmelli disse que o melhor a fazer é não viajar para o Brasil e reforçar todas as medidas de saúde. "Exorto as pessoas a não irem ao Brasil, há várias estirpes mutagénicas em circulação, as estirpes amazónicas são altamente transmissíveis e muito mais virulentas, e podem importar este vírus para o Paraguai e produzir mais caos sanitário", disse o médico.

Além disso, Balmelli disse que as pessoas que viajaram para o país vizinho têm de ser submetidas a testes antes de entrarem novamente no Paraguai e efectuar uma quarentena obrigatória supervisionada até que os resultados dos testes sejam obtidos.

MEDIDAS DE REFORÇO

"Penso que o controlo do respeito pelas medidas e regulamentos sanitários deve ser reforçado, a ordem pública deve estar à disposição dos cidadãos a fim de continuar a educar e estabelecer os regulamentos de saúde, e não violá-los, e com isso o cidadão terá uma consciência social muito maior e será um dos limites para combater a alta transmissão e retardar a transmissão do vírus. Estamos a ver o filme de há 15 dias, coincidentemente com os 31.000 paraguaios que regressaram do Brasil. Nas últimas quatro semanas assistimos a um aumento significativo do número de casos graves, mesmo em pessoas mais jovens, o que indica que há uma mudança no comportamento virológico da Covid e sugere que esta estirpe já está nas comunidades paraguaias", disse o especialista em doenças infecciosas.

MAIS TENSÃO INFECCIOSA

Balmelli disse que esta nova estirpe é muito mais infecciosa e tem mesmo uma carga viral mais elevada e afecta principalmente os mais jovens, na faixa dos 40 aos 50 anos. "Existem cem variantes mutagénicas de Covid desde a estirpe original de Wuhan em Dezembro de 2019. Mas quatro deles têm impacto epidemiológico e um deles é a estirpe brasileira que se tem mostrado mais transmissível e mais virulenta, estamos a ver que antes o grupo etário mais afectado era o das pessoas com mais de 60 anos; hoje, com esta mudança, estamos a ver que está a afectar mais severamente as pessoas mais jovens e mesmo sem comorbidade", disse ele.

REFORÇOS NA MIGRAÇÃO

O director de Migração, Angeles Arriola, em comunicação com a Radio Monumental 1080 AM, disse que as medidas serão reforçadas para entrar em território paraguaio, "O que acontece no Brasil é preocupante e estamos a pensar em ser mais rigorosos para a entrada no país, mas isso definirá a Saúde, vamos trabalhar para fazer cumprir. Poderíamos fazer certos requisitos e controlos como no início foi feito, estamos a falar com a Vigilância Sanitária", disse Arriola.

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