Por que os governadores desativaram os hospitais de campanha em plena pandemia?

 


Por Mariano Maciel


Medidas...


Começou a valer à 00h01m deste domingo o decreto com medidas mais restritivas editada pelo governador do DF, Ibaneis Rocha. Ao longo dos últimos dois dias, o decreto foi alterado mais de três vezes. Na última versão, as atividades religiosas e parques receberam autorização para permanecer funcionando.


* O pano de fundo para justificar as restrições: agravamento da pandemia na região e o risco de colapso no sistema de saúde.


...de restrições


Pelo decreto, eventos de qualquer natureza, que exijam licença do poder público, estão proibidos. Ainda proíbe atividades coletivas públicas e privadas.  


Hospitais de campanha


Na luta contra a pandemia, a desorganização é geral. Governadores fizeram hospitais de campanha e depois os desativaram. Para quê? Aguardar a liberação de mais dinheiro?


* Muito fácil: devido à pandemia, tudo é comprado sem licitação. R$ 198,1 bilhões: foi o valor repassado em 2020 pela União aos Estados e ao DF.


Pressão popular


Por conta da pressão popular, o senador Márcio Bittar recuou com a proposta de retirar recursos da saúde e da educação do relatório da PEC Emergencial. Nova alternativa de recurso deve ser divulgada nesta semana.


* Na sessão de quinta-feira passada, marcada para a leitura do relatório e início das discussões, o tema foi amplamente criticado pelos senadores e a oposição conseguiu impedir que Bittar apresentasse o seu parecer. 


PEC da Imunidade


Por outro lado, o presidente da Câmara, Arthur Lira, não conseguiu apoio e tirou a PEC da Imunidade da pauta. A proposta vai agora para Comissão Especial.


* Lira é o principal articulador da matéria, que estava sendo analisada com um rito mais rápido.


Conselho de Ética


Integrantes do Conselho de Ética da Câmara discutem aplicar uma punição branda ou até mesmo livrar o deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) de qualquer censura após os ataques a ministros do Supremo Tribunal Federal e apologia à ditadura militar, embora o colegiado tenha instaurado um processo que pode levar à sua cassação.


* Dos 21 titulares do Conselho consultados pela imprensa, apenas três defenderam abertamente a punição a Silveira. A maioria não quis antecipar como vai votar.


Nepotismo


A contratação de parentes no serviço público, defendida pelo deputado Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, divide o Congresso. Apesar de contar com apoio, nos bastidores, de nomes do Centrão e da oposição, a ideia de autorizar o nepotismo também sofre resistências e não é considerada fácil de ser aprovada, por causa da má repercussão na opinião pública.


* Barros propôs que a liberação da prática, proibida pelo Supremo Tribunal Federal, seja discutida no âmbito da reforma da lei de improbidade administrativa, tratada desde 2018 na Câmara e atualmente numa comissão especial.


Frase


“Eu perdi ontem” – do senador Márcio Bittar, sobre a retirada de desvinculação de saúde e educação da PEC Emergencial.

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