A impunidade amplia o desmantelo – Por Cássio Rizzonuto


 Cássio Rizzonuto

 

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia concedeu entrevista ao jornal Valor que é primor de desfaçatez e canalhice. Eleito com exatos 74.232 votos, na última eleição, ao ser alçado à Presidência da Câmara imaginou que poderia derrubar o presidente da República e ditar regras na política nacional. Descobriu logo o seu erro.

 


Rodriguinho era conhecido na Câmara como “Bebê Chorão”. Seu pai, César Maia, atualmente vereador no Rio de Janeiro, foi prefeito da Cidade e se gaba de ter sido o que mais permaneceu no cargo: 12 anos! Pergunte-se o que deixou de importante para a população da outrora Cidade Maravilhosa e ninguém será capaz de lembrar ou dizer.

 

O que os dois coletam e acumulam são acusações, por parte da PF, de corrupção, lavagem de dinheiro e “Caixa 3” (devem ter achado que Caixa 2 seria muito pouco). Na planilha da Odebrecht, o Bebê Chorão passou a ser conhecido como “Botafogo”, time de futebol carioca de sua preferência.

 

Conforme se percebe, pai e filho se completam e possuem o mesmo nível de ação e procedimento. O pai, no movimento militar de 64 foi preso e resolveu, depois de solto, partir para o Chile onde ficou exilado até a “onda brava” passar e os esquerdistas voltarem a dar as cartas. Auxiliados e abrigados pela chamada grande imprensa.

 

Antes da internet, as populações do mundo inteiro só tinham acesso a notícias criadas pela grande imprensa e àquelas que os editores achassem interessantes. O planeta todo controlado! Aí, vieram as redes sociais, que, bem ou mal, com fake News ou notícias forjadas, garimpam tudo que é essencial e põem a nu os farsantes que nos governam.

 


Por conta das redes sociais é que sabemos como agem párias tipo César e Rodrigo Maia (a vida pública está cheia deles), pendurados nas verbas públicas, dilapidando o patrimônio nacional, enriquecendo e surrupiando o que lhes chega às mãos. São pessoas nefastas e nocivas, altamente tóxicas, cujo único objetivo é alcançar o poder.

 

Rodrigo Maia foi dos piores presidentes da Câmara, atrasando qualquer possibilidade de votação de reformas propostas pela Presidência da República, pois entendia que iria se destacar e galgar os píncaros da glória. Ele agora sabe que estava muito equivocado. Mas equivocada mesma está a Câmara.

 

Como é que se deixa nas mãos de uma só pessoa a pauta político-administrativa de Instituição tão importante? As regras têm de ser mudadas! Maia impediu que fossem votadas várias matérias essenciais, atrasando cronograma de mudanças pretendidas pelo governo federal, tão somente para infernizar e atribuir culpa a Jair Bolsonaro.

 

Impediu fosse votada a prisão em segunda instância, a reforma tributária, o fim do foro privilegiado e a reforma política, entre outros temas. Além disso, num país em que todos os bandidos se encontram armados até os dentes, com equipamento pesado, negou também a votação do direito à população de ter arma em casa para se defender.

 


De maneira que tudo que foi possível para atrapalhar a gestão Bolsonaro, Bebê Chorão, o Botafogo, fez. Sem contar que foi o presidente a realizar o maior número de viagens particulares com aviões da FAB – Força Aérea Brasileira -, gastando milhares de reais, queimados com querosene de aviação e apoio logístico para o seu deleite.

 

Num país sério, no mínimo, Botafogo seria banido da vida pública e condenado a trabalhos forçados para pagar o prejuízo dado. Aqui, o farsante fica falando em sair candidato à Presidência, quando quase não conseguiu se eleger no Rio de Janeiro, pois o eleitorado de lá já o conhece e a seu pai.

 

O Brasil é um país sem alternativas. A quantidade de canalhas que enveredam pela vida pública é das maiores no acumulado observado mundo afora. Até quando seremos obrigados a escolher entre o péssimo e o menos ruim? Talvez, quando a impunidade deixar de ser regra geral e os culpados passem a cumprir longos anos de encarceramento.


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