No Acre, gêmeas morrem por omissão e negligência médica

 



Mamãe ama vocês minhas filhas, onde quer que estejam eu sempre vou amar vocês. Vocês não têm idéia o quanto estou sofrendo com a perda de vocês. Papai do céu vai cuidar de vocês pra mamãe e sempre vão morar no meu coração para sempre, jamais esquecerei vocês minhas filhas, HAYSSA e TAYSSA. Declaração de uma mãe, que perdeu 02 bebês de 69 dias de vida, num intervalo de tempo de cinco dias.


A morte de um filho é descrita como um dos acontecimentos mais dolorosos da vida de alguém, o sofrimento vivido pelos pais, independentemente da idade do filho que morreu, é dilacerante, se comparado à dor sentida pela partida de outra pessoa da família, pois é intensa, angustiante e imensurável e quando a dor é de uma mãe que perdeu 02 filhas gêmeas, que tinham apenas 69 dias de vida, ai é paralisante, parecendo que alguém à mutilou sem anestesia, como se tivessem arrancado metade do seu corpo, ela sofre sozinha e sente solidão apesar do apoio da família, pois seu coração está em pedaço, em razão da saudade imensa e infinita da perda de suas filhas.  




ENTENDA O CASO: Foi exatamente isso que aconteceu no Estado do Acre, na Cidade de Cruzeiro do Sul, onde na data de “18 de Janeiro de 2021”, este Jornalista recebeu “via email” uma denúncia da SRA. FRANCISCA RIBEIRO DA SILVA do Estado do Acre, residente na Cidade de Cruzeiro do Sul, relatando que no dia (15-01-2021), por volta dás 21:00 horas,  MARIA BRUNA ARAUJO, mãe dás gêmeas HAYSSA ARAÚJO DO ROSÁRIO e THAYSSA ARAÚJO DO ROSÁRIO com apenas 02 meses de vida, procurou atendimento na UPA DE CRUZEIRO DO SUL, pois suas filhas estavam passando mal, onde um funcionário teria apenas medido a saturação e a temperatura das crianças, sem nem ao menos ter feito a ficha das mesmas, tendo em seguida dito que eram para se dirigir ao HOSPITAL DA COVID DE CRUZEIRO DO SUL, ou seja, mandaram uma mãe com duas “bebês de 69 dias de vida” para um outra Unidade Hospitalar, sendo que o referido local era uma UNIDADE DE PRONTO ATENDIMENTO, se negando com isso à prestar socorro à “duas crianças”.




Assim, segundo relato feito na denúncia, MARIA BRUNA ARAUJO, saiu da UPA DE CRUZEIRO DO SUL em direção ao HOSPITAL DA COVID DE CRUZEIRO DO SUL, com “duas bebês necessitando de atendimento”, chegando lá foi atendida pela DRA. FÁTIMA MALDONADO FERREIRA, inscrita no CRM/AC sob o Nº 1995, sem ter pedido nenhum exame, apenas receitou um xarope, vitamina c e paracetamol, dizendo à mãe que era apenas uma “GRIPEZINHA” e que era para ela cuidar das crianças em casa, sendo que segundo a denúncia ás duas bebês estavam tossindo, vomitando e com a respiração baixa, o que fez a mãe pedir à médica para deixar elas em “observação”, o que foi negado, á qual pela segunda vez disse que era para o tratamento ser feito em casa.        

 

Inconformada, a mãe voltou para casa com as crianças e um dia depois, ou seja, (17-01-2021) retornou novamente ao HOSPITAL DA COVID, por volta das 12:00 horas, pois as duas bebês haviam piorado e lá foram encaminhadas para o PRONTO SOCORRO DO JURUÁ, onde foram muito bem  atendidas pelo médico plantonista, que ainda tentou socorrer ás crianças, mas não foi possível e ás 15:10 uma dás gêmeas HAYSSA ARAUJO DO ROSÁRIO veio à óbito, tendo como “causa morte” SEPSE e PNEUMONIA, sendo a outra gêmea TAYSSA ARAUJO DO ROSÁRIO encaminhada no mesmo dia para o HOSPITAL DA CRIANÇA DO JURUÁ, onde foi internada em estado grave, vindo á falecer também no dia 21 de Janeiro, às 13:10, tendo como “causa morte” INSUFICIÊNCIA CARDIO CONGESTIVA e PNEUMONIA DO LACTENTE, onde no dia 15 de Janeiro, a mãe em consulta com ás crianças no  HOSPITAL DA COVID DE CRUZEIRO DO SUL, a “médica”  DRA. FÁTIMA MALDONADO FERREIRA, CRM/AC 1995, teria dito que era apenas uma “GRIPEZINHA”.




QUE ESTADO É ESTE, ONDE VIDA E SAÚDE, NÃO VALEM NADA?

 

O Estado é o ACRE com mais 894 mil habitantes, onde na CIDADE DE CRUZEIRO DO SUL, esta é a “3ª vez” que este Jornalista recebe uma “denúncia” contra a “saúde pública” local, envolvendo OMISSÃO E NEGLIGÊNCIA.

 

DA PRIMEIRA VEZ: A denúncia foi contra a Gerência do TFD local, que deixou de encaminhar um idoso de 78 anos de idade, para fazer tratamento contra “câncer”, e não fez, causando o “falecimento” do mesmo, em razão de pura OMISSÃO E NEGLIGÊNCIA, que inclusive foi denunciada por este Jornalista ao Ministério Público do Acre que abriu investigação para apuração dos fatos e posterior punição dos culpados.

 

DA SEGUNDA VEZ: A denúncia foi contra um “médico” da UPA DE CRUZEIRO DO SUL, que atendeu duas pacientes sem qualquer tipo de exame físico e contato visual, somente olhando na ficha das mesmas, num ato de “clarividência”, achando que era MÉDICO VIDENTE, onde também foi denunciado por este Jornalista ao Ministério Público do Acre.


DA TERCEIRA VEZ: Agora esta recente denúncia, contra uma “Médica” do HOSPITAL DA COVID, que sem examinar ás “02 bebês”, que estavam passando mal e que tinham apenas “69 dias de vida” e disse que estavam apenas com uma GRIPEZINHA, diagnóstico esse que num intervalo de 05 dias, levou á óbito ás duas crianças, por clara  OMISSÃO E NEGLIGÊNCIA, que também será denunciada por este Jornalista ao Ministério Público do Acre, para a apuração cabal dos fatos e posterior punição dos culpados no caso em questão.

 

Dizer o que, diante desta última prática de OMISSÃO E NEGLIGÊNCIA, que causou a MORTE de “duas crianças” provocadas por alguém que deveria ter cumprido sua obrigação como “Médica” e não o fez, agindo com total desleixo e indiferença, onde a vida de 02 bebês que foram ceifadas tão precocemente, não restando dúvidas no caso em questão que o JURAMENTO DE HIPÓCRATES “pai da medicina”, foi claramente afrontado no seu mandamento básico que o de RESPEITO PELA VIDA HUMANA.

 

Quanto ao GOVERNADOR DO ACRE, SR. GLADSON CAMELI, só resta dizer ao mesmo, que enquanto não houver uma profunda “reciclagem” de muitos que atuam na ARÉA DA SAÚDE PÚBLICA DO ESTADO, para que possam aprender o verdadeiro significado da palavra EMPATIA e assim descobrirem que na prática EMPATIA significa:

 

Sentir com as pessoas, não apenas pelas pessoas, colocando- se no seu lugar, por mais triste e escuro que ele seja, é saber ouvir o que alguém sente, sentir sua dor e dizer: VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHO, EU ESTOU AQUI, é você como “agente público da saúde”, ter respeito e consideração ao ser humano, afinal:

 

SE AS FERIDAS DO TEU PRÓXIMO NÃO LHE CAUSAM DOR, A SUA DOENÇA É PIOR QUE A DELE, OU SEJA: ESTÁ INFECTADO COM A DOENÇA DA FALTA DE EMPATIA E DA FALTA DE AMOR AO PRÓXIMO.

 


 

Postagem Anterior Próxima Postagem