Senador apela por Roraima


Márcio Accioly

 

O senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR), tem utilizado todos os meios de que dispõe para sanar a questão do abastecimento energético roraimense, drama que se arrasta há anos sem que se tomem medidas definitivas. Entra governo, sai governo e o problema continua de pé, alimentando transtornos e o estresse de toda a população.



 A explosão na subestação da Capital do Amapá, Macapá, ocorrida na última terça-feira (03), deixou 13 dos 16 municípios daquele estado às escuras, suprimindo por inteiro o sono de Mecias. É que Roraima e seus 15 municípios (um a menos do que o Amapá), é abastecido basicamente por termelétricas e corre risco de colapso semelhante.

 


Como se sabe, Roraima é o único estado brasileiro não integrado ao SIN (Sistema Interligado Nacional), e sua energia é gerada por termelétricas, altamente poluentes, que consomem de 700 a 1.100 milhão de litros de diesel por dia. Até março do último ano, o estado recebia energia elétrica através do linhão de Guri, na Venezuela.

 


A energia de Guri vinha como fruto de acordo comercial assinado pelo então presidente brasileiro, Fernando Henrique Cardoso e o presidente venezuelano, Hugo Chávez, em 2001. A derrocada do regime venezuelano, culminando com sucessivos apagões no vizinho país, gerou instabilidade permanente e findou por romper o contrato.


Roraima voltou, então, ao abastecimento através de termelétricas, sistema que impede seu pleno desenvolvimento econômico dada a escassez de energia, causando grave preocupação. Estima-se que o custo de manutenção das termelétricas ultrapasse a casa dos R$ 110 milhões mensais.

 

Agora, com a explosão da subestação de Macapá, Mecias de Jesus redobrou a sua inquietação e passou a se empenhar dia e noite na busca de solução para o seu estado junto às autoridades federais. O senador teme que a sobrecarga do sistema leve a situação ao mesmo tipo de atribulação que o estado do Amapá está enfrentando.

 

Até agora, existe a promessa do governo federal em buscar saída imediata para o impasse, embora, como afirmou Mecias de Jesus, “forças ocultas venham travando o início das obras de construção do linhão de Tucuruí”, sabotando boas intenções.

 

Mas, como em todo fato negativo há sempre o contraditório, o episódio registrado na subestação do Amapá serve para expor o risco claro e iminente que ameaça Roraima. E o senador Mecias de Jesus tem explorado o caso, mostrando ao Brasil que Roraima não deve viver permanentemente sob ameaça de completo apagão.


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