CGU, PF, MPF e Receita Federal combatem fraudes em contratos do Hospital Universitário no Espírito Santo

 Contratos sob investigação totalizam R$ 4,7 milhões. Entre outas irregularidades, há registro de direcionamento de contratação e pagamentos indevidos e em duplicidade


A Controladoria-Geral da União (CGU) participou ontem (6), em Vitória (ES), da Operação Parasita, em parceria com a Polícia Federal (PF), o Ministério Público Federal (MPF) e a Receita Federal do Brasil (RFB). O objetivo da operação é apurar irregularidades em contratos de prestação de serviços do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (HUCAM).

 

Os trabalhos começaram a partir da atuação da CGU que analisou contratos realizados pelo HUCAM, vinculado à Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), para prestação de serviços de higienização e conservação das áreas internas e externas do hospital e para prestação de serviços de mão de obra no ramo de cozinha industrial hospitalar, a fim de atender às necessidades da unidade hospitalar.

 

Ao longo das investigações, foram verificadas diversas irregularidades, tais como possível direcionamento da contratação, utilização de pessoas e empresas interpostas para recebimento de valores, além da ocorrência de pagamentos indevidos e em duplicidade. Os contratos sob investigação totalizam R$ 4.792.439,74.

 

As irregularidades praticadas têm potencial impacto, quantitativa e qualitativamente, na prestação de serviços de saúde à população, principalmente a de baixa renda, que busca atendimento em hospital universitário público. Ademais, podem impactar ainda as atividades de ensino e docência realizadas no âmbito do hospital.

 

A Operação Parasita consiste no cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão em residências e órgão público, em Vitória (ES). O trabalho conta com a participação de dois auditores da CGU e de 20 policiais federais.

 


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