Deputados e senadores manobram para proteger Flordelis e Chico Rodrigues


 (crédito: Gilmar Felix/Camara dos Deputados)


Uma série de manobras no Congresso tem tornado cada vez mais remota a possibilidade de abertura de processos de cassação dos mandatos da deputada Flordelis (PSD-RJ), acusada de homicídio, e do senador Chico Rodrigues (DEM-RR), flagrado pela Polícia Federal com R$ 33 mil escondidos na cueca. Tanto na Câmara quanto no Senado, parlamentares articulam para adiar a reabertura dos respectivos Conselhos de Ética, em que os processos devem tramitar. Esses colegiados estão com as atividades suspensas por conta da pandemia.


Na Câmara, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e o corregedor, Paulo Bengston (PTB-BA), tentarão, mais uma vez, votar em plenário, na próxima semana, o Projeto de Resolução (PRC) da Mesa Diretora, que autoriza a retomada das reuniões do Conselho de Ética, por videoconferência. A proposta também prevê a reabertura de três comissões: a de Constituição e Justiça, a de Finanças e Tributação e a de Fiscalização Financeira e Controle. Por falta de acordo, a votação que estava marcada para o último dia 9 foi suspensa. E é muito provável que isso volte a acontecer na semana que vem.


A discussão sobre a reabertura do Conselho de Ética, tanto na Câmara quanto no Senado, desagrada boa parte dos parlamentares, sobretudo os acusados de quebra de decoro e seus aliados. O presidente do colegiado, Juscelino Filho (DEM-MA), admitiu a dificuldade para se colocar o Projeto de Resolução em votação. Além da falta de acordo em torno do texto, ele disse ao Correio, por meio daa assessoria, que está preocupado com a obstrução dos trabalhos do plenário pelo Centrão, o maior bloco parlamentar da Casa e que dá sustentação ao presidente Jair Bolsonaro. O grupo decidiu que continuará obstruindo as votações enquanto não houver solução para o impasse em torno da presidência da Comissão Mista de Orçamento (CMO). Informações do C. Braziliense

 

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