Bittar é o preferido de Alcolumbe caso sua reeleição não seja legalmente possível


 

Por Mariano Maciel

Carta na manga

A organização do centrão do Senado, com membros do PP, PSD e parte do MDB, está sendo vista por aliados de Davi Alcolumbre (DEM-AP) como uma articulação para se contrapor politicamente ao presidente da Casa, que busca mais dois anos no comando. A ideia é reduzir suas forças na relação com o Palácio do Planalto e também com ministérios.

* O nome do senador Márcio Bittar (MDB-AC) desponta como um dos preferidos de Alcolumbre para sucedê-lo caso sua reeleição não seja legalmente possível.

Militares na Amazônia

Em meio às divergências e troca de provocações entre o ministro do Meio Ambiente e a ala militar do governo, o vice-presidente da República e presidente do Conselho Nacional da Amazônia, Hamilton Mourão, anunciou que as Forças Armadas ficarão por mais tempo na Amazônia.

* Atual decreto de Garantia da Lei e da Ordem, que vence em novembro, será prorrogado até abril do ano que vem.

Enfim, notificado


 

Condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) à perda do mandato, o deputado Manuel Marcos (Republicanos-AC) entrará na fila dos parlamentares que enfrentam processos de cassação na Câmara dos Deputados. O corregedor da Casa, deputado Paulo Bengtson (PTB-PA), notificou ele ontem da decisão da Justiça Eleitoral para que apresente sua defesa em cinco dias. 

 

A decisão será da Mesa Diretora da Câmara, sem precisar passar pelo plenário, mas pode provocar disputas políticas por se dar às vésperas da eleição para a presidência da Câmara. No lugar dele entrará Léo de Brito (PT).

 

De olho no...

 

Em plena campanha, partidos têm registrado reclamações de candidatos por causa da distribuição dos recursos do fundo eleitoral transferidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) às siglas no início do mês.

 

* As mais comuns são a queixa de que pessoas ligadas aos caciques das siglas ou a deputados federais têm sido privilegiadas em detrimento dos demais.

 

...fundo eleitoral

 

Foi o que aconteceu no PSL, que teve uma briga pública após o candidato Abou Anni Filho, filho do deputado federal Paulo Sérgio Abou Anni (PSL-SP), receber um depósito de R$ 2 milhões, enquanto outros nem sequer receberam recursos.

 

Mais queixas

 

Além do PSL de Minas Gerais, o PL de Valdemar Costa Neto também acumula queixas internas sobre à distribuição da verba eleitoral. Numericamente em 7º na disputa em Manaus (AM), o ex-ministro Alfredo Nascimento foi o que mais recebeu verba do partido: R$ 6 milhões.

 

* O valor representa quase três vezes o repassado ao candidato que lidera em Campinas (SP), Rafa Zimbaldi, e seis vezes o que recebeu Fábio Abreu, que disputa o segundo lugar em Teresina (PI).

 

Riscos da campanha

Períodos de campanha eleitoral costumam ser marcados por atos públicos, carreatas e comícios e, essencialmente uma fase em que os candidatos procuram estar mais próximos dos eleitores, ouvir suas demandas e criar um vínculo com a população.

* Vale lembrar que estas eleições municipais ocorrem em meio a uma pandemia e, apesar de os dados oficiais apontarem uma desaceleração  das contaminações pelo novo coronavírus, o Brasil e o mundo continuam registrando um número de mortes significativo.

A vacina e os governadores  

Governadores enviaram um ofício a Eduardo Pazuello (Saúde) solicitando o agendamento de uma nova reunião. Eles querem reabrir a discussão sobre a vacina e ouvir do próprio qual é o plano para o tema, afinal. Se é a palavra dele ou a de Bolsonaro que está valendo, após estourar a crise na semana passada.

* Segundo representantes estaduais, a ideia é também mostrar que estão abertos ao diálogo. Eles pediram ainda horários com Maia e Alcolumbre. Querem falar sobre o financiamento dos imunizantes com os presidentes da Câmara e do Senado.

Frase

 “Vacina não é questão de Justiça”, mas de saúde” – do presidente Bolsonaro.

Postagem Anterior Próxima Postagem