O Brasil corre risco inimaginável – Por Cássio Rizzonuto


 

Cássio Rizzonuto

O ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça Cesar Asfor Rocha está sendo apontado como vendedor de sentença e ladrão desmoralizado. Seu filho, advogado Caio Rocha, comprou pelo menos 30 imóveis no Rio de Janeiro, de acordo com levantamento efetuado pela força tarefa da Lava-Jato. Dinheiro vindo de conluio parental.


Bobagem, dirão alguns: a revista digital Crusoé mostrou esta semana que o ex-presidente do STF Dias Toffoli é também desonesto. A mesma revista já havia mostrado, com provas irrefutáveis, propina mensal de cem mil reais que Dias Toffoli recebe do escritório de advocacia de sua mulher, Renata Rangel.

Na matéria desta semana, Crusoé exibe estranhas conexões entre Dias Toffoli e as construtoras Odebrecht e OAS. A publicação teria causado terremoto político imediato em qualquer país sério, promovendo o afastamento do acusado de qualquer cargo público ocupado. É de estarrecer o nível da denúncia! Nosso Judiciário é e está podre.

O ministro é mostrado como assaltante dos cofres públicos e disso não resta a menor dúvida. O que não se entende é o fato de o Senado não ter ainda se mobilizado para afastá-lo de suas funções, conforme previsto no art. 52 da Constituição Federal. O ministro, como se sabe, passou a vida como vassalo do PT e liderado de Zé Dirceu.


Reprovado em dois concursos públicos, que fez para juiz de primeira instância, pulou para o posto de ministro do STF por canetada de seu ídolo, Lula da Silva, condenado por roubar a maioria das estatais e por ter quase destruído totalmente a Petrobras. Por que é que ninguém vai preso neste país?

Mas quem acreditava que tudo iria mudar e que as coisas seriam moralizadas com a saída de Cesar Asfor Rocha da Presidência do STJ, enganou-se profundamente. O atual presidente, Humberto Martins, sequer consegue esconder a bandalheira da qual faz parte.

Seu filho, advogado Eduardo Martins, recebeu 42 milhões de reais da Fecomércio do Rio de Janeiro, durante a gestão do presidente Orlando Diniz, que foi preso na Lava-Jato. Em delação premiada, Diniz afirmou que a contratação de Eduardo tinha como finalidade “influenciar decisões no STJ, hoje presidido por seu pai”.

Fica bem claro que as instituições brasileiras são dirigidas pelos mais abjetos vermes, organizados em associações criminosas. Como desmontar cenário assim? Não se deve esquecer que tais autoridades interpretam e aplicam as leis e se dizem “guardiões da Constituição”. Deveriam estar atrás das grades e não agindo como magistrados.


No Tribunal de Contas da União – TCU – a situação não é diferente. Diversos ministros já foram apontados como praticantes dos mais diversos crimes, sem que se tenham tomado medidas de afastamento de seus cargos. São casos gravíssimos que se acumulam e são “esquecidos” de acordo com as conveniências.

A população brasileira tem de ficar atenta, pois o Brasil poderá se tornar uma nova Venezuela, palmilhando o mesmíssimo caminho ora percorrido pela Argentina. O Judiciário nacional está cheio de quadrilhas afinadíssimas em que as conexões saltam aos olhos e ninguém faz nada. Grande parte dos juízes vende sentenças e rouba quase tudo.

Num país comandado por criminosos, já começa a ser ensaiada possível fraude para as eleições de 2022. Nenhum dos quadrilheiros instalados nas instituições aceitou o resultado da eleição de Bolsonaro. Com as atuais urnas eletrônicas, tornou-se impossível detectar qualquer fraude e a única saída parece ser o voto impresso.

Bandido é igual em qualquer sistema. Os que aqui se encontram no comando farão tudo que estiver à mão e disponível, a fim de continuarem reinando e lesando a pátria..

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