Maioria dos deputados candidatos a prefeito votou pelo perdão das dívidas das igrejas

 


Por Mariano Maciel

Dívida das igrejas

Dividido entre a pressão de sua equipe econômica e o lobby de igrejas, o presidente Jair Bolsonaro vetou parcialmente o projeto que concedia perdão de dívidas tributárias a templos religiosos. Na decisão, divulgada no final da noite de domingo, o presidente estimula o Congresso a derrubar seu próprio veto. 

* Em nota, a Secretaria-Geral da Presidência da República afirmou que Bolsonaro é favorável à não tributação de templos e, apesar dos vetos à proposta aprovada pelo Legislativo, o governo irá propor "instrumentos normativos a fim de atender a justa demanda das entidades religiosas".

Candidatos pelo perdão da dívida

A maioria dos deputados federais que disputará as eleições municipais em novembro votou a favor da emenda apresentada pela bancada evangélica que concede perdão a dívidas previdenciárias e tributárias de igrejas e templos religiosos.

* A lista de votação divulgada pela Câmara mostra que 61% dos 67 parlamentares que disputarão prefeituras se posicionaram a favor da proposta no plenário da Casa em julho, quando o texto foi votado.

Agenda ambiental


Pressionado por investidores estrangeiros, bancos, multinacionais e grandes empresas brasileiras, o governo Jair Bolsonaro decidiu pisar no freio em propostas polêmicas na área ambiental. Um dos projetos atingidos por essa mudança de orientação trata das regras para demarcação de terras indígenas.

* Outro tema que perdeu força na lista de prioridades do Planalto é o projeto de lei que permite as atividades de mineração e geração de energia em terras indígenas.

Queda acentuada

As curvas de casos e mortes por Covid-19 no Brasil caíram consideravelmente nas últimas semanas.  A situação brasileira é melhor do que a vivida pelo Reino Unido e pela França. Em relação aos infectados, o Brasil registrou recuo de 27% em 14 dias, enquanto o Reino Unido viu um aumento de 132%, a França, de 67,3% e a Índia, de 30,4%.

 * Quanto aos óbitos, a queda na média móvel brasileira foi de 19,4%, parecida com a dos EUA, de 22,9%. A França teve alta de 116,8% e preocupa. Já a Índia viu a taxa subir 17,1%


Criador e criatura


 
Com sete palavras, Fernando Henrique Cardoso reconheceu a ruína política que provocou buscando a própria reeleição: "Devo reconhecer que historicamente foi um erro". Foi mais que um erro, foi um crime e ele sabia disso desde a primeira hora, há 25 anos. Na noite de 11 de julho de 1995, diante do nascimento da manobra da reeleição, FHC disse ao gravador que guardava suas memórias: "Assunto delicado, acho difícil por causa da cultura política brasileira e não me comprometo a ser candidato.

* Vejo uma vantagem: “a de que assim os outros se assustam e não lançam uma candidatura desde já".

Lula x Moro

 


Parado no STF desde 2018, o habeas corpus do ex-presidente Lula (PT) que aponta suspeição do ex-juiz Sergio Moro, no caso do triplex do Guarujá, pode ser votado até outubro e promete repercutir bem além disso, influenciando diretamente nas próximas eleições presidenciais, em 2022.

* Na prática, o processo em julgamento no Supremo sintetiza a rivalidade entre os dois principais nomes que, hoje, seriam capazes de fazer frente ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que tentará a reeleição em 2 anos.

Frase

“Os números de Covid-19 caem no Brasil. Boas notícias. Mas não dá para ser feliz com tantas aglomerações nas ruas” – da internauta Vera Cruz, Asa Norte, Brasília.

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