Divisão de verbas do fundo eleitoral provoca briga acirrada nos partidos



Correria pelo “fundão”
Com a disparada do calendário eleitoral, marcado pelas convenções partidárias iniciadas nesta segunda-feira, crescem nas siglas as disputas pelos recursos do fundo eleitoral para o financiamento de campanhas. Dirigentes de estados com mais eleitores demandam aumento de verbas, legendas anunciam punições para parlamentares que votaram contra o aumento do volume de dinheiro público na eleição, enquanto candidatos sem mandato reclamam de privilégio para quem vai tentar a reeleição.
* Tudo isso porque, em dezembro do ano passado, o Congresso aprovou o aumento do fundo para R$ 2 bilhões (era R$ 1,7 bilhão em 2018).
Plantio de maconha
Rodrigo Maia se comprometeu com uma parcela de deputados a não pautar o projeto que autoriza o plantio de maconha no Brasil sem antes conversar com a bancada conservadora, mais do que empenhada em enterrar a proposta.
* Maia não quer perder apoio neste momento em que pretende disputar mais dois anos para a Presidência da Casa.
Witzel em maus lençóis
A avaliação da maioria dos ministros do STF nos bastidores é que não há clima para a corte reverter a decisão do STJ de afastar Wilson Witzel do Executivo do Rio de Janeiro.
* O placar de 14 a 1 no STJ nesse sentido e a discussão do processo de impeachment contra ele na Assembleia Legislativa do Rio dificultaram a situação política do ex-juiz federal eleito em 2018 para governar o estado fluminense.
Trabalho remoto
Mesmo estando de licença maternidade, a senadora Mailza Gomes disse que vai conversar com os senadores para fortalecer a aprovação do projeto sobre o afastamento obrigatório de gestantes do trabalho durante a pandemia. A matéria já foi aprovada na Câmara e agora tramita no Senado.
* Mailza Gomes disse que sentiu na pele o que é estar grávida numa pandemia e o trabalho remoto, neste caso, é o mais seguro.
Reforma Administrativa
Tão logo a reforma Administrativa chegou ao Congresso, a deputada Perpétua Almeida disse que a proposta é mais uma daquelas promessas de quem se mostrou incapaz de construir um projeto de País e de Nação.
* A líder do PCdoB lembrou a reforma da Previdência que prometeu arrecadar R$ 1 trilhão e a reforma Trabalhista que iria gerar milhões de empregos.
Festa remota
Apesar do cancelamento do tradicional desfile de 7 de setembro em Brasília por conta da pandemia do Covid-19, a data não passará em branco no governo Jair Bolsonaro. O Palácio do Planalto vai sediar um evento fechado para poucos convidados, com discursos do ministro da Defesa, Fernando Azevedo, e do presidente sobre o Dia da Independência do Brasil.
* Ao fim da cerimônia, Bolsonaro irá até a rampa do Planalto para assistir a passagem da Esquadrilha da Fumaça, que costuma fazer uma exibição nos desfiles do Dia da Pátria. Ele também deve fazer um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV.
Bocado comido...
De acordo com pesquisa PoderData,  71% dos beneficiários do auxílio emergencial discordam da decisão do governo do presidente Jair Bolsonaro de reduzir o valor da parcela do auxílio emergencial. Os que concordam com a medida são só 23%.
Vale lembrar que o auxílio emergencial foi criado para mitigar os efeitos da crise econômica causada pela pandemia de Covid-19. Os pagamentos começaram em abril, com três parcelas de R$ 600, depois acrescidos de mais duas no mesmo valor.
...bocado esquecido
De acordo com a Caixa Econômica, mais de R$ 67 milhões de pessoas receberam o dinheiro. O governo já liberou R$ 186,9 bilhões aos beneficiários. Em 25 Estados, há mais brasileiros recebendo auxílios estatais do que com carteira de trabalho assinada.
Frase
“Não estamos contra Rodrigo Maia e muito menos estamos contra Davi Alcolumbe, a quem respeitamos e admiramos, mas estamos ao lado da Constituição, da postura republicana e da tese de alternância de poder”  - do senador Alvaro Dias (Podemos – PR) sobre a reeleição para as presidências da Câmara e do Senado,

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