Esquerda vai disputar as eleições de novembro fragmentada em todas as capitais

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Por Mariano Maciel
Esquerda fragmentada I
O campo da centro-esquerda vai disputar as eleições municipais de novembro fragmentado em todas as capitais do país, com alianças pontuais e divisões internas que têm como pano de fundo o difícil diálogo entre o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e o ex-presidente Lula (PT). As aproximações do bloco, se ocorrerem, ficarão para disputas no segundo turno.
* A proibição de coligações proporcionais também fez com que partidos optassem pelo lançamento de candidaturas próprias, com intuito de fortalecer a imagem da legenda e aumentar as chances de eleição de vereadores.
Esquerda fragmentada II
No Acre, o PT e a Frente Popular que comandaram o Estado por 20 anos,   a situação não é diferente. As eleições de novembro tendem mostrar o encolhimento do domínio de algumas prefeituras, inclusive a da capital, uma vez que o pré-candidato, deputado estadual Daniel Zen, não se mostra competitivo, conforme as últimas pesquisas.
* Em Cruzeiro do Sul, o PT deve perder mais uma oportunidade de administrar a segunda cidade do Acre.  
Sucessão na Câmara
Faltando sete meses para a eleição, já começa a se delinear o cenário para a sucessão do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A Frente Parlamentar Evangélica formalizou o apoio ao primeiro vice-presidente da Casa, Marcos Pereira (Republicanos-SP), bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus.
* Na mesma semana, o descolamento de DEM e MDB do bloco comandado pelo líder do PP, Arthur Lira (AL), desponta como outro movimento ligado ao embate sucessório, embora publicamente as lideranças das duas siglas neguem essa relação.
Agenda econômica
Presidente do MDB e líder do partido na Câmara, Baleia Rossi (SP) atribuiu a decisão de deixar um bloco majoritário na Casa, que inclui siglas do centrão, hoje próximas ao governo Jair Bolsonaro, à necessidade de manter a independência em votações.
Mas fez acenos ao Palácio do Planalto de que não vai abandoná-lo na agenda econômica.
Moro
A idéia é atingir Sérgio Moro? Ex-juiz apontado como pré-candidato à Presidência em 2022, está no centro de dois projetos de lei da Câmara que aumenta o período para que ex-magistrados e membros do Ministério Público posam disputar cargo eletivo.
* Um garante a não-retroatividade, mas o outro deixa a questão em aberto.
No escanteio
Muito deputados não querem votar este ano o projeto de Lei das Fake News já aprovado no Senado. Alguns foram pedir ao presidente Rodrigo Maia que deixe o tem na geladeira. Por enquanto não será pautado.
* Hoje, não há maioria e nem consenso para levar o assunto ao plenário.

Novo imposto
Neste semestre que antecede as eleições municipais, a tendência é que a Câmara não crie um novo imposto, respeite o teto de gastos e defenda a melhoria da imagem do país no exterior em relação às pautas ambientais.
* Pelo menos, essa é a afirmação do presidente da Casa que também está de olho nas eleições presidenciais.
 Frase
“Não vamos aceitar a criação de impostos e o fim do teto de gastos. E aí todos vão ter que olhar para o verdadeiro problema, que é o gasto público", afirmou Maia durante almoço-debate organizado pelo Grupo Lide.

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